sábado, 28 de junho de 2025

A ALMA NÃO TEM SEGREDOS QUE O COMPORTAMENTO NÃO MANIFESTE

 Mais que uma constatação, um convite à introspecção mais brutal: A verdade do Ser não se cala!


“Inútil disfarce, vã é a ilusão.
A alma se mostra na ação.
No gesto, no olhar, na voz que cala,
O comportamento fala, em pura revelação.
Não há véu que a verdade não transpasse,
O Ser autêntico, sempre, se revela.”

Mesmo quando a mente se entrega ao autoengano ou quando a persona busca ocultar a sombra, a alma encontra sua vazão. Cada gesto, cada escolha, cada omissão é um espelho nu do que reside no íntimo, revelando não apenas o que se mostra, mas o que verdadeiramente pulsa. É a eloquência silenciosa do Self, que não pode ser contida, pois em sua essência, a alma não tem véus que o comportamento, em sua autenticidade, não transponha. 

As ações, no fim, são a linguagem mais honesta do que somos. Por mais que tenhamos as "máscaras" como recursos úteis, o que chamamos de: "ato falho", muitas vezes é a nossa Alma entregando nossa essência, aquela verdade em nós que pelas normas sociais, dogmas, crenças, caráter ou falta dele...fato é que, para os olhares mais atentos, é possível extrairmos muitos aprendizados, e principalmente, para os que gostam, e esta que vos fala, sim, confesso eu amo! 

Apesar dos desencantos, ler os contos do comportamento humano que nos fazem, um tanto tontos e nem sempre prontos a costurar os pontos e desvelar (por vezes) em prantos as intenções nas conexões humanas ...Ahhhh eu também amo a rima....rsrs

Afinal, ao nos depararmos com as incongruências entre o verbo nem sempre bem conjugado, tanto em atenção às regras do vernáculo quanto às ações dissonantes, eu gosto de trazer musicalidade para dar melodia e porque não potencializar o encanto do conto?... 

Essa observação atenta do comportamento humano nos leva a ponderar sobre a natureza de nossas interações cotidianas. Ao cumprimentarmos alguém, será que realmente nos conectamos com o universo que a pessoa está a experienciar, ou mergulhamos em disputas sutis para afirmar o quanto nosso dia está sendo pior do que o do outro? Entendo que essa conduta é deveras encarada como uma forma de demonstrar “empatia”, mas essa manifestação é, muitas vezes, uma forma distorcida da real intenção que reside nas conversas. Ora, vocês bem sabem, eu já externei que tenho apreço pelos experimentos sociais. E faça o teste: dê bom dia a alguém e demonstre insatisfação sobre determinada situação. Observe: haverá uma atenção efetiva à vossa questão? Ou, após a validação imediata, terás um relato tão fatídico quanto o seu? O que entendo por empatia é o aprofundamento da tua perspectiva, um verdadeiro mergulho no universo do outro.

Caríssimo Leitor, quão profundo está o nosso abismo nas DES-Conexões? Há milhares de anos, o que era para ser uma virtude tornou-se necessário ganhar Artigo de Lei, vide a parábola bíblica do bom samaritano. Em nosso contexto social, a empatia ganhou outra roupagem, afinal é importante estarmos na moda... e por que não no que tange às virtudes?

'DA JANELA DO MEU OLHAR', a Linguagem Silenciosa do Comportamento: O Verbo que a Alma De Fato Conjuga. Prosseguindo em nossa jornada pela compreensão da alma através do comportamento, deparamo-nos frequentemente com um paradoxo intrigante nas relações humanas: o hiato entre o que é verbalizado e o que é, de fato, manifestado pelas ações. A alma, em sua verdade mais crua, não se rende a disfarces. Ela se expressa não apenas nas palavras, mas, sobretudo, na ausência ou na presença de um movimento, na fluidez ou na estagnação de um vínculo. Em uma de minhas vivências recentes, durante uma conversa que buscava trazer clareza sobre um certo interesse e um potencial comprometimento, percebi a força dessa verdade silenciosa. Por mais que o diálogo fluísse, e por mais que eu empregasse todo o meu arsenal intelectual – lançando mão de perguntas perspicazes, analogias e reflexões que, acreditava eu, conduziriam a uma resposta explícita e a um posicionamento claro, a demonstração de interesse e o compromisso buscados simplesmente não se materializavam em atos.

A conversa, embora rica em palavras e acenos de compreensão, se esvaziava em compromissos concretos. Era como se, por um lado, o interlocutor estivesse disposto a acompanhar o raciocínio e a dar vazão à interação, mas por outro, seu comportamento, a falta de uma iniciativa tangível, a ausência de um "sim" irrestrito na prática, gritasse uma verdade diferente. A alma, ali, se revelava não no que se dizia, mas no que se deixava de fazer. Essa dinâmica, comum a tantos encontros e desencontros, reforça a máxima que nos guia:

 "A ALMA NÃO TEM SEGREDOS QUE O COMPORTAMENTO NÃO MANIFESTE". 

O que realmente somos e o que verdadeiramente queremos, muitas vezes, é escrito nas entrelinhas de nossas ações, ou na inação que, por si só, já é uma poderosa declaração. Os véus que a mente tenta tecer para proteger, adiar ou mascarar uma verdade, são inevitavelmente rasgados pela clareza nua e crua do comportamento.

AS FALAS FALHAS

São o meu Laboratório da Alma: Entre os Silêncios, Atos Falhos e a Interpretação do Ser! É bem verdade que, após vivenciar dinâmicas como essa, a incongruência entre o verbo e o gesto, confesso que a amo. Não por um apreço ao desencontro, mas porque consigo, em alguma medida, transformar essas experiências em meu próprio laboratório de compreensão sobre a condição humana. Elas são lentes brutais para a introspecção, convidando-nos a desvelar as camadas mais profundas do Ser.

Nesse cenário, naturalmente me calei. Compreendo que aquilo que à primeira vista parecia uma falta de comprometimento ou um véu impenetrável da alma do outro, talvez fosse, para aquele momento da vida da pessoa, um recurso de autopreservação ou simplesmente uma clara indicação de que o que eu buscava não se alinhava aos seus desígnios. Antes essa possibilidade, o silêncio se fez a resposta mais respeitosa. E aqui, a sabedoria adquirida através dos meus estudos e observações principalmente das minhas experiências, ecoa poderosamente. Não saber ao certo o que o outro queria, o que a palavra não expressou, abre espaço para a interpretação de seus atos. O que chamamos de "Fala Falha" ou, em um contexto mais amplo, um comportamento falho em relação ao que é verbalizado não é um erro casual. É a alma falando por entre as frestas da consciência, revelando uma verdade que a palavra, por algum motivo, não conseguiu ou não quis expressar. Onde o dito falha, o feito (ou o não-feito) revela. 

É na brecha da incongruência que a verdade mais íntima do Ser se manifesta, convidando os olhares atentos a uma profunda e, por vezes, dolorosa, compreensão.

E 'Da Janela do seu Olhar';

Você já se deparou com a eloquência silenciosa do comportamento, seja em si mesmo ou nos outros?

Em que momentos suas ações falaram mais alto que suas palavras? E o que elas revelaram?

Como você tem interpretado os "atos falhos" em suas próprias relações?

Diante das DES-Conexões do mundo moderno, qual o seu papel na busca por uma empatia mais genuína e menos "na moda"?


Até breve...

J.L.I Soáres


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sábado, 21 de junho de 2025

OS MERCADORES DA ALMA

Os Vícios Redibitórios nas Conexões Humanas

Da janela do meu olhar, as interações humanas frequentemente se revelam um labirinto fascinante, complexo e, por vezes, exaustivo. Buscando compreender as sutilezas que permeiam nossos vínculos, mergulhei em uma análise profunda de uma dinâmica que, embora particular, espelha padrões universais da psique.

Em essência, a vida relacional moderna muitas vezes se assemelha a uma transação, onde nos apresentamos como "Mercadores da Alma". Oferecemos partes de nós mesmos, nossas ideias, nossa energia, nossa presença, esperando uma troca. Contudo, essa "negociação" raramente é explícita. Ela opera sob o domínio de um Contrato Tácito, um acordo invisível de expectativas não verbalizadas e de promessas implícitas.

A grande armadilha, e o cerne de muitas frustrações, reside nos Vícios Redibitórios. Assim como em um contrato jurídico, onde defeitos ocultos podem comprometer a utilidade de um bem, nas conexões humanas, as inseguranças, os medos não confessados, as defesas psíquicas e as feridas do passado agem como "vícios redibitórios" de nossa persona. Eles são as camadas, as "máscaras" que nos impedem de nos apresentarmos de forma genuinamente despida, gerando uma constante sensação de "jogo" e de falta de autenticidade.

Nessa dança complexa, observamos que o interesse nem sempre se traduz em comprometimento. Há quem invista uma quantidade considerável de energia intelectual e emocional, através de conversas elaboradas, elogios profundos e flertes poéticos, mas com um propósito diferente do que se poderia esperar. Esse investimento pode servir para manter o outro engajado, para alimentar um fascínio intelectual, ou até para satisfazer um desejo de exercer um certo tipo de "influência" ou "submissão" sobre a mente alheia. A ideia de que "se entrega o ouro, perde o prêmio" é uma tática comum, onde a ambiguidade é mantida para que o "prêmio" (o engajamento do outro, a "anulação da razão" em um momento de entrega visceral) continue sendo um desafio a ser conquistado.

A busca por uma conexão verdadeiramente despida de máscaras anseia por uma correspondência entre o discurso e a ação. Quando alguém expressa um intenso desejo e admira as virtudes do outro, a expectativa natural é por um engajamento que demonstre prioridade e consistência. A ausência de ações que validem essa intensidade, pode soar como uma contradição. A "fluidez" tão desejada pode, na verdade, ser estratégia para evitar compromissos claros, mantendo o "jogo" em uma zona de conforto ambígua, onde os termos do contrato tácito nunca são totalmente revelados.

Nesse cenário, a "leitura" das entrelinhas e a percepção dos "indicativos" que o outro oferece tornam-se ferramentas essenciais de autoproteção. A sabedoria reside em reconhecer que o nível de investimento e dedicação de alguém, por si só, já é um sinal de interesse genuíno, mesmo que a intenção final não seja o tipo de comprometimento que buscamos. É a compreensão de que, para algumas "mentes pensantes"...(em sua complexidade), o fascínio intelectual e a dinâmica do flerte são um fim em si, um terreno fértil para seu próprio desenvolvimento e deleite, sem necessariamente buscar um vínculo afetivo nos moldes tradicionais.

A complexidade da psique humana nos ensina que não vale a pena se desgastar tentando "ensinar" o outro a ser o que ele não é, ou a entregar o que não está pronto para dar. A interpretação, como bem disse um pensador, "entra onde a fala falha". As máscaras e as camadas são, por vezes, defesas tão arraigadas que tentar desvendá-las à força só gera desgaste. A genuína liberdade reside em aceitar o outro como ele se apresenta, com seus vícios redibitórios e seus contratos tácitos, e decidir se essa "mercadoria" se alinha com o que a sua alma busca e merece.

Ao final, a  vida nos convida a usar cada interação como um "laboratório" de aprendizado, aprimorando nossa capacidade de discernimento. Não para julgar, mas para entender as nuances do comportamento humano, proteger nossa própria energia e construir um "mosaico da psique" mais autêntico e resiliente. Pois, no grande leilão da essência, a maior vitória é a de Ser, e não apenas parecer, leal, fiel à própria verdade.


E da janela do seu olhar Caro leitor? 

Você já se pegou preso(a) em um "contrato tácito" que gerava mais dúvidas do que certezas nas suas relações? Quais eram os "vícios redibitórios" que você identificou?

Em que medida suas experiências passadas construíram "máscaras" ou "camadas" que hoje impactam suas interações?

Como você tem discernido entre o interesse genuíno e a tática de "manter o jogo" nas suas conexões?

Qual o custo de tentar "ensinar" o outro a se relacionar do seu jeito? E qual o ganho em aceitar o que o outro pode ou não oferecer, honrando sua própria energia?

Ao se deparar com a complexidade das interações humanas, você se permite usar a situação como um "laboratório" de aprendizado para o seu próprio autoconhecimento?

Compartilhe suas reflexões, pois no "mosaico da psique", cada peça adiciona uma nova dimensão à nossa compreensão coletiva.

Até breve...

 J.L.I Soáres

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MANIFESTO

segunda-feira, 9 de junho de 2025

OS PORÕES DA ALMA

E o design inteligente para os aprendizados e as transmutações de padrões

A intrincada tapeçaria tecida pelo universo nem sempre é compreendida por nós. Sempre tecendo os fios das experiências, nos fazendo provar os sabores e dissabores no menu "Michelin" degustação da vida.

E, para falar a verdade, indigesto algumas vezes, mas necessário. Afinal, como desenvolveríamos nosso paladar existencial sem o excesso, a falta de sal ou das ervas que aromatizam nossa vida?

Como verdadeiros alquimistas da vida, experimentamos conscientes ou não, os (DES)temperos das nossas experiências, é certo que algumas receitas são dignas de nota zero para a criatividade do cosmos, outras mais parecem o regurgitar do Universo. Mas estamos para aprender. 

"Descer aos porões da alma exige coragem".

Não porque ali haja monstros, mas porque ali se referem aos padrões que escolhemos não olhar. Tudo aquilo que foi varrido para debaixo do tapete emocional, medos, carências, afetos não modificados, amores interrompidos, expectativas frustradas, acaba armazenado nesses porões internos, longe da luz da consciência.

O problema é que aquilo que não é visto não desaparece. Apenas se repete. E é justamente na reprodução que os padrões ganham força: relações que surgem diferentes, mas terminam iguais; vínculos que prometem cuidado, mas entregam abandono; amores intensos que rapidamente se transformam em dor conhecida. É o inconsciente tentando resolver, pela insistência, aquilo que ainda não foi compreendido.

"Quando não ventilamos os porões do inconsciente, o mofo se instala nas paredes da alma".

 O mofo não surge do nada, ele é fruto da umidade emocional, do silêncio prolongado, da recusa em nomear o que dói. Ele não mata de imediato, mas contamina aos poucos: distorce percepções, exige escolhas, enfraquece a capacidade de amar com presença e verdade.

É nesse ponto que nós, Eternos Ama(D)ores nos revelamos. Somos aprendizes constantes na arte de amar porque carregamos porões não visitados. Alguns amam demais tentando preencher vazios antigos; outros não sabem amar porque aprenderam a se defender da dor; há ainda aqueles que não se permitem serem amados, pois o afeto genuíno exige um nível de exposição que o ego teme sustentar.

Amar, portanto, não é apenas encontro, é manutenção. É uma limpeza periódica da alma, é abrir as janelas internas, permitindo que a luz alcance os espaços esquecidos, para que o mofo não faça as escolhas afetivas. Enquanto não consideremos os padrões que escondemos em nossos porões, seguiremos confundindo intensidade com conexão e repetição com destino.

A alquimia acontece quando descemos conscientemente, identificamos os padrões, nomeamos o mofo e escolhemos transmutá-lo. Não se trata de eliminar o passado, mas de integrá-lo, permitindo que aquilo que antes contaminava se torne matéria-prima para um amor mais lúcido, responsável e possível.

E você caríssimo leitor, tens adentrado os porões de sua alma?

Até breve...

J.L.I.Soáres


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Os mercadores de almas

sexta-feira, 6 de junho de 2025

A MATEMÁTICA DA SUBTRAÇÃO:

 POR QUE SE TE CHEGO PERTO, AFASTO-ME DE MIM? 

Caro Leitor

Existe uma física cruel em certos tipos de afeto: a Lei da Impenetrabilidade da Alma. Aprendemos na escola que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, mas esquecemos de aprender que, em algumas dinâmicas amorosas, duas identidades não conseguem coexistir no mesmo tempo. Para que o "Nós" exista, o "Eu" precisa, gradativamente, desaparecer.

Tenho me perguntado, diante do espelho silencioso da minha própria companhia: "Por que cada vez que me aproximo de você, me afasto de mim?"

A resposta não está na falta de amor, mas no excesso de demanda. Há parceiros que não buscam uma companheira, buscam um espelho côncavo, aquele que amplia a imagem deles e distorce a nossa.

O Leito de Procusto Amoroso

Na mitologia grega, Procusto convidava viajantes para sua casa e os oferecia uma cama. Se o hóspede fosse grande demais, ele cortava os pés; se fosse pequeno demais, ele o esticava até quebrar os ossos. Tudo para caber na medida exata do seu leito.

Em muitos relacionamentos, percebi que a proximidade cobra um pedágio altíssimo: a amputação das  arestas criativas do outo. Para estar perto de você, eu não podia brilhar demais, pois a luz ofuscava a sua insegurança travestida de controle. Para caber no seu abraço, eu precisava encolher a minha intelectualidade, silenciar meus projetos literários e fingir que o mundo se resumia à órbita do seu umbigo.

Cada passo em sua direção exigia que eu deixasse uma mala para trás. Primeiro, deixei minha autonomia. Depois, minha voz. Por fim, estava quase deixando minha alma na portaria, apenas para ter permissão de subir ao seu apartamento emocional.

A psicanálise nos ensina que o desejo é o desejo do Outro. Mas e quando o desejo do Outro é que você não exista plenamente? Percebi que o nosso pacto era silencioso e perverso: você me amava na medida em que eu era um objeto cênico na sua vida. Eu era a "namorada", a "posse", a figura que preenchia o banco do carona. Mas quando eu ousava ser o Sujeito, a escritora, a pensadora, a mulher que questiona e produz, o sistema entrava em colapso. A legitima fagocitose do Eu.

A sua "paz" dependia da minha passividade. A sua "segurança" dependia da minha estagnação.

Aproximar-me de você significava entrar em um campo gravitacional onde a minha essência era sugada para alimentar um buraco negro de carência e controle. Eu me afastava de mim mesma porque, ao seu lado, eu não tinha permissão para ser Eu. Eu precisava ser apenas Sua.

O rompimento, portanto, não é um abandono. É um resgate. O silêncio que hoje passou a imperar entre nós não é vazio; é o som da minha própria voz voltando a ecoar dentro da caixa craniana.

Agora, afastada, percebo a ironia: precisei te perder para me reencontrar. No distanciamento, meus pensamentos voltaram a ser escritos. Na ausência do seu olhar vigilante, meus olhos voltaram a ver a beleza (e as pombas na janela, e a poesia no cotidiano).

Descobri que a solidão não é a ausência de companhia, mas a presença inegociável de si mesmo. E que o preço de estar "junto" não pode ser a aniquilação de quem somos. Se a condição para ter o seu amor é o meu desaparecimento, prefiro a solidão da minha existência plena.

Afinal, de que adianta ganhar o seu coração e perder a minha alma?


E você, caro leitor: 

Já sentiu que precisou se subtrair para caber na soma de alguém? Que parte de si mesmo você precisou resgatar depois de um adeus?


Até breve...

J.L.I Soáres


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Propósito

ONDE ENTERRAMOS A NOSSA HUMANIDADE?

Caro Leitor; Um caso recente fez minha alma sangrar no papel. Não é apenas sobre o agora, é sobre uma porta antiga que se abriu na minha mem...