O Princípio da Parcimônia como Defesa da Soberania Psíquica
Caro leitor;
Na busca pela "coisa em si", frequentemente nos perdemos em labirintos de interpretações barrocas para justificar o injustificável.
O filósofo Guilherme de Ockham nos presenteou com o Princípio da Parcimônia: a ideia de que a explicação mais simples, que exige menos suposições aditivas, é geralmente a mais próxima da verdade.
No âmbito da Teoria do Direito e da vida, essa regra atua como uma ferramenta de limpeza hermenêutica: ela retira o excesso de "ruído" para que a essência da vontade se manifeste.
Sob a ótica freudiana, o que muitas vezes chamamos de "complexidade mística" em uma relação é, na verdade, a manifestação crua de pulsões de posse e controle.
Quando um sujeito afirma "não suportar a ideia de te ver com outro", ele não está operando na esfera do Amor. que pressupõe a alteridade e a liberdade do outro, mas na esfera do Diabo arquetípico: a captura.
Aqui, a parcimônia revela o Emaranhamento: em vez de teorizarmos sobre "conexões de alma" para explicar um puxão de energia ou um pensamento recorrente, a explicação mais simples é a Sincronicidade da Invasão.
É o desejo do outro tentando colonizar a sua "clareira" mental.
Como Imperatriz/Imperador (arquetípico), sua soberania reside em aplicar o corte analítico nessas projeções, reconhecendo o pensamento como um "flash" externo que não deve se tornar sua ansiedade.
Viver com lucidez é recusar a "perfumaria" emocional.
Se alguém falha em prover o básico, ou o reconhecimento da
sua Essência, e ainda tenta condicionar o seu
"merecimento" a uma conta bancária, a verdade simples é que não há
parceria, há vigilância.
O verdadeiro Início Sólido só existe onde há o Dois de Copas: equilíbrio real, sem ataduras.
Reflita...
Até breve...
J.L.I Soáres
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