domingo, 23 de abril de 2023

ENQUANTO OBSERVAS DÁS A CHANCE DE AS PESSOAS SEREM QUEM SÃO

 A beleza da individualidade e a sabedoria de observar o Ser sem condicionamentos

Somos seres singulares. Pensamos, sentimos e agimos de formas que nos tornam únicos e especiais. Essa diversidade, que à primeira vista pode gerar estranhamento, é, 'DA JANELA DO MEU OLHAR', a própria riqueza da tapeçaria da existência. Mas, como transitar por esse vasto e complexo cenário sem as lentes distorcidas do julgamento? Como abraçar o Diferente, seja ele no outro ou em nós mesmos, sem a necessidade de compará-lo ou de enquadrá-lo em moldes pré-concebidos?

Ao nos depararmos com o Diverso, o desafio inicial é o de despirmo-nos dos julgamentos. É uma prática de humildade e de autoconsciência. Afinal, como podemos pretender conhecer o outro se estamos com nossos próprios filtros e preconceitos nos olhos? A sabedoria reside em termos 'olhos de ver' e apenas contemplar. Contemplar as diversas formas do Ser, sem a ânsia de definir, rotular ou categorizar. Quer as formas se manifestem em nós, pois mudamos a cada experiência, quer se revelem no outro, a arte de observar e refletir é um convite ao aprimoramento contínuo.

Se observamos e entendemos algo como interessante, o convite é para fazermos como o espelho: absorver a imagem, refletir sobre ela, e, a partir daí, lapidar a nossa própria percepção. Se não ressoa, se não agrada, ainda assim, o aprendizado se manifesta: aprendemos 'como não Ser', o que não nos serve, o que não se alinha à nossa essência. Em tudo há um ensinamento, e todos, a cada momento em nossas vidas, somos aprendizes e mestres, ensinando e partilhando diferentes formas de Ser.

No caminho do autoconhecimento, a comparação é uma das armadilhas mais sutis e, paradoxalmente, mais aprisionadoras. Não nos comparemos com a versão de ontem do outro, tampouco com a versão de amanhã. A única comparação válida, se é que ela existe, é com a versão de ontem de nós mesmos. Cada indivíduo tem sua jornada única, vivencia suas experiências e, a partir delas, forma sua individuação. Não há um 'Ser mais Inteligente'; há Seres com Capacidades Diferentes, e é nessa pluralidade que reside a verdadeira riqueza da existência.

É, portanto, uma falácia persistir na crença de que há uma hierarquia de valor entre as diferentes formas de pensar, sentir e agir. O 'NÃO JULGUEIS' se torna um mantra necessário. Não somos capazes de compreender a totalidade da jornada do outro, os acordos que fez nesta existência, neste corpo. Como, então, julgar pensamentos ou ações que desconhecemos em sua raiz? A vida nos convida a respeitar a ESSÊNCIA HUMANA e a INDIVIDUALIDADE de cada Ser que encontramos em nosso caminho.

E ao mergulharmos nessa reflexão, a dualidade se revela: SOU SOMBRA OU SE SOU LUZ? Em nossa existência, somos, por vezes, sombra, e em essência, ora luz. Essa é a complexidade do Ser, a dança entre o que se oculta e o que se manifesta. A arte de observar o outro, com seus contrastes e suas manifestações, dá a nós a chance de desvelar nossos próprios aspectos velados.

ENQUANTO OBSERVAMOS, damos a chance de as pessoas serem quem são, sem a necessidade de que se encaixem em nossas projeções ou expectativas. E, ao fazermos isso, somos convocados a um convite mais profundo: OBSERVAR como essa consciência contribui para a nossa própria jornada e como nós, por sua vez, podemos ser um instrumento para contribuição na jornada d’alma dela. É o reconhecimento da interconexão: somos diferentes, mas somos Todos Um, e é nesse princípio que reside a verdadeira magia da vida. Que, tempestivamente, reconheçamos a existência da Unidade que nos permeia.


E 'Da Janela do seu Olhar';

Diante das diferenças que você observa em si e no outro, você tem se permitido despir os julgamentos e apenas contemplar?

Qual aspecto do 'Diferente' em sua vida tem sido um convite para o seu próprio autoconhecimento e evolução?

Em sua jornada, como você tem exercido a arte de 'ENQUANTO OBSERVAS DÁS A CHANCE DE AS PESSOAS SEREM QUEM SÃO'?

Até breve..

J.L.I Soáres

sexta-feira, 21 de abril de 2023

ANCESTRALIDADE - AS CHAGAS QUE CARREGAMOS

 Até onde a sua vida é sua e onde começa a repetição do destino de quem veio antes?

Chegamos ao mundo acreditando que somos páginas em branco, prontas para serem escritas com a tinta da nossa livre escolha. Mas, da janela do meu olhar, percebo que já nascemos com parágrafos inteiros redigidos, com margens definidas e com notas de rodapé que ditam o que é permitido e o que é proibido sentir.

Além da cor dos olhos e do tipo sanguíneo, herdamos de nosso núcleo familiar algo muito mais pesado e invisível: as crenças disfuncionais. São as chagas emocionais que não cicatrizaram nos nossos avós e que foram passadas aos nossos pais, que, por sua vez, as depositaram silenciosamente em nosso berço.


Crescemos ouvindo frases que funcionam como verdadeiros decretos de limitação. "Dinheiro é sujo", "homem não presta", "para ser honesto tem que sofrer", "amor é sacrifício". Essas crenças agem como paredes laterais em nossa psique. Elas estreitam a nossa visão periférica. Passamos a vida caminhando por um corredor estreito, incapazes de ver as infinitas possibilidades que existem à direita ou à esquerda, simplesmente porque o nosso clã nunca olhou para lá. Vivemos com o freio de mão puxado, repetindo padrões de escassez ou de solidão, não porque queremos, mas por uma lealdade invisível e tóxica à dor dos nossos antepassados.

É como se, inconscientemente, disséssemos: "Eu sofro como vocês para pertencer a vocês".

Porém, existe um momento de ruptura. É aquele instante lúcido em que olhamos para essas cicatrizes antigas e percebemos que elas explicam nossa história, mas não precisam determinar nosso destino. Observar a chaga é o primeiro passo para a cura. Quando identificamos que aquele medo de prosperar não é nosso, mas do avô que faliu em 1950, a crença perde força. Quando percebemos que a submissão não é nossa natureza, mas uma herança das mulheres da família que não tinham voz, podemos escolher falar.

Transmutar a vida exige uma certa dose de "traição" às tradições de dor da família. É preciso ter a coragem de ser o primeiro a ser feliz no amor, o primeiro a ter dinheiro sobrando, o primeiro a descansar sem culpa. Podemos olhar para essas crenças arraigadas, agradecer pela proteção que elas tentaram oferecer no passado e, com firmeza, decidir ignorá-las daqui para frente. Ignorar não no sentido de negar, mas de tirar o poder de comando.

Honramos nossa ancestralidade não quando repetimos seus sofrimentos, mas quando temos a ousadia de curar o que eles não conseguiram. A maior vingança contra um passado de dor é um presente de liberdade. As paredes laterais caem e, finalmente, o horizonte se abre.

 Qual 'verdade absoluta' você carrega sobre dinheiro ou amor que, se você investigar bem, vai descobrir que nunca foi sua, mas apenas uma herança que você esqueceu de devolver?


Até Breve.

J.L.I Soáres

domingo, 16 de abril de 2023

FRAGMENTOS DE ALMA

Onde estão? Sabemos onde deixamos? Temos coragem de buscá-los, curar ou reintegrá-los? Quando fazer limpeza de Fragmentos de Alma?

Caríssimo Leitor! Nessa jornada da alma, em meio às vivências e às transições inevitáveis, a alma se fragmenta. Deixamos pedaços de nós em lugares, em pessoas, em situações que, por vezes, finalizamos sem, de fato, nos desconectarmos por completo. Questionamos: onde estão esses fragmentos? Sabemos onde os deixamos, ou a dor da perda os ocultou? E, mais importante, temos a coragem de buscá-los, de curar as feridas que eles carregam ou de reintegrá-los à nossa totalidade?

Você sabia que nem todas as conexões que finalizamos nos desconectam da pessoa ou da situação? O distanciamento pode ocorrer apenas no nível físico, mas, por qualquer razão que seja, permanecemos conectados energeticamente. É o que podemos chamar de um Divórcio Energético que não se concretizou. Para exemplificar, costumo utilizar-me daquela parábola ancestral: a história do padre que, ao atravessar o riacho com seu colega, ajuda uma moça (prostituta). Após a travessia, o colega o critica incessantemente pelo ato, até que o padre, em sua sabedoria, responde: 'Caro amigo, eu a deixei quando finalizamos a travessia, mas você a está trazendo até aqui…'.

É mais ou menos assim que acontece em nossa própria jornada. Finalizamos empregos, amizades, relacionamentos afetivos, mas continuamos conectados. Não nos libertamos de fato, quer seja por mágoas, por saudosismos ou até mesmo quando a decisão de soltar não foi nossa, ou não nos trouxe paz. Às vezes, somos forçados a abrir mão de algo ou alguém, e a energia desse laço permanece, um fragmento de alma que teima em se manter presente, vibrando em nós. Se está desafiador, e percebemos que não há mais retorno na situação, nesses momentos, torna-se imperativo buscar ferramentas de desconexão energética. Isto se faz necessário principalmente quando não conseguimos compreender a razão maior para que a situação acontecesse, quando o sentido da experiência nos escapa.

'DA JANELA DO MEU OLHAR', inicialmente, tendemos a ver as finalizações como perdas irreparáveis, como abismos emocionais. Contudo, em uma virada de perspectiva, a realidade pode nos revelar que esses términos representam a verdadeira libertação. É a Alquimia da Alma em ação, transformando a dor da separação em um portal para a autonomia. Para facilitar essa transmutação, evocar ou observar o Arcano do 'Dependurado' do Tarô pode ser de grande auxílio. 

Ele nos convida a ver a situação sob outro ângulo, a suspender o julgamento, a aceitar a pausa, o sacrifício temporário, para que uma nova perspectiva se revele e, quem sabe, a iluminação chegue. É o momento de desatar os nós energéticos, de cortar os laços invisíveis que ainda nos prendem a um passado que já não existe no plano físico.

A jornada de 'limpeza de fragmentos de alma' é um convite à coragem de olhar para o que foi deixado para trás, não com a intenção de reavivar a dor, mas de integrá-la como aprendizado. É um processo de reconexão com a nossa totalidade, de resgate de energias que, por muito tempo, estiveram dispersas em situações e pessoas.

Então, a pergunta permanece: 

Quando você fará a limpeza desses Fragmentos de Alma que ainda te prendem? 

Quais são os laços invisíveis que ainda te impedem de seguir adiante? 

E quais ferramentas você tem buscado para desatar esses nós e se libertar verdadeiramente?

Até breve....

J.L.I Soáres

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O REFLUXO NO FLUXO DE VIVER

 Quando a vida devolve o que tentamos engolir sem digerir.

Fala-se muito sobre a beleza do "Fluxo" soltar, deixar ir, navegar rio abaixo. Mas, da janela do meu olhar, é preciso falar sobre o fenômeno oposto e igualmente humano: o Refluxo. O refluxo existencial é aquilo que volta. É o passado que bate na porta quando achávamos que já tinha ido embora. É a mágoa antiga que sobe queimando a garganta numa terça-feira qualquer. É a lição que jurávamos ter aprendido, mas que a vida coloca de novo na mesa, com um gosto ainda mais amargo.

A Acidez do Não-Dito

    Por que o refluxo acontece? Na fisiologia, ele ocorre quando a válvula que deveria conter o alimento falha. Na alma, ele ocorre quando tentamos "engolir a seco" experiências que precisavam ser mastigadas, compreendidas e integradas. Temos o hábito de soterrar emoções. Engolimos o choro, engolimos a raiva, engolimos o "não" que queríamos dizer. Achamos que, ao empurrar para baixo, o problema desaparece. Ledo engano. O inconsciente não tem lixeira; ele tem arquivo vivo. E o que não foi digerido pela consciência acaba retornando como acidez, ansiedade ou repetição de padrão.

    O refluxo, embora desagradável, não é um castigo; é um aviso. A queimação no peito é a vida dizendo: "Olhe para isso de novo. Você não resolveu, você apenas escondeu." O fluxo natural da vida só pode ser retomado quando paramos de lutar contra esse retorno. Em vez de tomar um antiácido emocional (distrações, vícios, negações) para silenciar o sintoma, precisamos ter a coragem de sentir o gosto amargo do que voltou. É o incômodo como sinal...

    Precisamos perguntar: "Por que isso ainda me fere? O que ficou pendente aqui?"

    Aceitar o refluxo é parte da cura. É entender que a digestão da alma é lenta e que, às vezes, precisamos revisitar a mesma dor algumas vezes até que ela finalmente se transforme em nutriente e pare de queimar. Só então, de verdade, o fluxo volta a correr límpido.

E, "Da Janela do seu Olhar";

O que tem voltado repetidamente para a sua vida causando desconforto? Será que não é hora de parar de tentar engolir de novo e finalmente resolver essa pendência?

Até breve...

J.L.I Soáres

sábado, 15 de abril de 2023

FOGO | PAIXÃO | IMÃ | MAGNETISMO | DESEJO | TENTAÇÃO |TESÃO | VONTADE

O cajado de Hermes, as serpentes, a sintonia, a simbiose a completude pela complementaridade.

Basta olhar e não importam os porquês ou como, o aceno é somente para o SIM, e após o processo de casulo, da espera, o contato físico só faz INFLAMAR.

O Sagrado Feminino em exaltação | Feromônios | Atração.

A potência de Vênus em Áries.

É como conhecer-se há muito e ser apenas um reencontro. 

A beleza dele marca, o perfume dele marca, a postura dele marca. Não há retrocesso depois do encontro, não há como ignorar essa presença enigmática e marcante.


* A PALAVRA É DOMINAÇÃO!


DOMINAÇÃO DAS PRÓPRIAS EMOÇÕES, DOMINAÇÃO DO EGO, DOMINAÇÃO DO PODER PESSOAL E TUDO ISSO ACONTECE DE FORMA SUTIL QUE SOMENTE ENTENDE AQUELE QUE SE ALINHA À NIKOLA TESLA.


P de PAIXÃO • Para existirem as mudanças de vida, para viajar dentro das emoções é preciso ter PAIXÃO.

COMO SERÁ ÚLTIMO, ASSIM O SERÁS ÚNICO.

Até breve Caríssimos

J.L.I. Soáres 

Propósito

ONDE ENTERRAMOS A NOSSA HUMANIDADE?

Caro Leitor; Um caso recente fez minha alma sangrar no papel. Não é apenas sobre o agora, é sobre uma porta antiga que se abriu na minha mem...