sexta-feira, 26 de maio de 2023

ENCONTRE EM SI O PRÓPRIO FUNDAMENTO

 A arquitetura da alma que não desmorona quando o mundo treme.

Passamos a primeira metade da vida buscando apoios. Como heras, tentamos nos enrolar em estruturas externas para subir em direção ao sol. Apoiamos nossa identidade no cargo que ocupamos, na pessoa que amamos, na beleza que ostentamos ou na conta bancária que construímos. Acreditamos que, se essas colunas forem fortes, nós também seremos.

Ledo engano. A grande tragédia humana, e também sua maior oportunidade de despertar, acontece quando uma dessas colunas racha. O divórcio, a demissão, o luto, a crise. Nesse momento, o chão desaparece. E desaparece porque, na verdade, ele nunca foi nosso. Estávamos pisando em terreno alheio.

Da janela do meu olhar, percebo que a maturidade real não é ter "tudo resolvido" fora, mas ter tudo fundamentado dentro. Encontrar em si o próprio fundamento é um ato de engenharia psíquica. É deslocar o centro de gravidade da sua vida, que antes estava no marido, no chefe ou na opinião pública, para o centro do seu próprio peito.

Carl Jung dizia que "a experiência mais decisiva é estar sozinho consigo mesmo... pois somente essa experiência pode nos dar um fundamento indestrutível." Por que indestrutível? Porque o que nasce de dentro não pode ser tirado de fora.

  • Se a sua segurança vem da sua competência, e não do elogio do chefe, a crítica não te destrói.

  • Se o seu amor-próprio vem da sua honra, e não da validação do parceiro, o vácuo não te aniquila.

Claro, ser seu próprio fundamento tem um preço alto: a Autorresponsabilidade Radical. Não há mais a quem culpar. Se a casa cair, foi você quem desenhou a planta. Não dá mais para dizer "eu sou infeliz porque ele me deixou" ou "eu sou fracassada porque o sistema é injusto". Quando você é o fundamento, você é também o responsável pela reforma.

Isso assusta? Sim. Mas liberta na mesma proporção. A pessoa que encontrou em si o próprio fundamento caminha pelo mundo com uma elegância diferente. Ela não pede licença para existir. Ela não mendiga afeto. Ela compartilha o caminho, mas não transfere o peso da mochila. Ela se torna, finalmente, uma Coluna Mestra no templo da própria vida, capaz de sustentar não apenas a si mesma, mas de oferecer sombra a quem tiver o privilégio de caminhar ao seu lado.

Se tudo o que é externo a você fosse retirado hoje, cargos, relações, bens, o que sobraria? Você desabaria ou encontraria um chão firme feito da sua própria essência?

Reflita Caro Leitor.

Até breve.

J.L.I Soáres

sábado, 20 de maio de 2023

A TRINCHEIRA, O MILAGRE E O COMA

O Fim do Pensamento Mágico e a Exaustão da Esperança

Vivemos em uma era saturada por pílulas digitais de ânimo. Basta rolar o feed para encontrar vídeos curtos, esteticamente perfeitos, muitas vezes em preto e branco, com uma trilha sonora melancólica mas esperançosa, que nos prometem a chave da "santidade no cotidiano" ou o segredo para "vencer na vida". Eles nos falam sobre o "minuto heroico", sobre vencer a preguiça ao acordar, sobre transformar o pneu furado ou a queda do Wi-Fi em uma "mortificação passiva". A proposta é sedutora: a vida não seria uma ausência de problemas, mas uma permanência na trincheira.

No entanto, quando a tela do celular se apaga e a realidade crua do boleto, do projeto falido e do silêncio de Deus se impõe, essa lírica motivacional muitas vezes soa como um ruído irritante para quem já está com o "pavio picado".

Existe uma crítica necessária a ser feita sobre como consumimos essa espiritualidade e essa positividade. Muitas vezes, caímos no que a mecânica quântica e pensadores como Hélio Couto chamam de pensamento mágico: a crença infantil de que existe um Deus-garçom, pronto para nos servir, ou um Universo que nos deve favores simplesmente porque "queremos muito".

Segundo a perspectiva "Da Janela do Meu Olhar", nós, seres humanos, temos uma "necessidade de depositar essa confiança ou terceirizar a responsabilidade pelos nossos fracassos". Criamos narrativas reconfortantes para o nosso ego ferido. Quando um negócio não vinga, quando um relacionamento termina, ou quando um projeto no qual despejamos nossa alma é ignorado pelo público, rapidamente dizemos: "Foi Deus que quis assim", "Não era para ser", ou o clássico "Foi um livramento".

Mas, "Da Janela do Meu Olhar", essa postura pode ser um grande autoengano. "Afinal, como pode ser livramento se você buscou por isso? Apenas não deu certo e o teu ego filiado está ali querendo encontrar uma justificativa que seja menos dolorosa". É insuportável para a nossa vaidade admitir a incompetência, a falta de preparo ou simplesmente o acaso cruel. Preferimos um Deus que nos proteja da nossa própria fraqueza a assumir que "se você foi lá, tentou, fez e não conseguiu, talvez lhe faltou força".

Essa terceirização da culpa cria uma fé infantilizada. Queremos o "papai" que diz "não foi culpa sua", enquanto evitamos olhar para a lei inegorável da semeadura.

Por outro lado, não podemos cair no extremo oposto do materialismo seco. Há, sim, mistérios que a lógica pura não explica. As "sincronicidades" acontecem. O profissional que, do nada, recebe uma proposta de contrato inesperada de alguém do passado, pode chamar isso de sorte. Mas, numa análise mais fria, aquilo só ocorreu porque houve uma conexão prévia. "Se você não gerou conexão nenhuma, essa coincidência não iria acontecer". O milagre precisa de um substrato de realidade. A oportunidade precisa encontrar alguém trabalhando.

O problema reside quando o esforço contínuo não gera a recompensa esperada. E aqui entramos na parte mais sombria e honesta da experiência humana: a exaustão.

Há momentos em que a luta pela sobrevivência, a tentativa de empreender sem ter o "dom da subordinação", e a sucessão de dívidas e fracassos criam não uma resiliência, mas uma anestesia. O ser humano cansa de projetar o futuro. Cansa de se perguntar "como vai ser?". Entra-se em um estado que "Da Janela do Meu Olhar" descreve cirurgicamente não apenas como anestesia, mas como

"entrar em coma existencial".

É nesse estado de coma emocional que os vídeos motivacionais falham. Tentar injetar esperança em quem está exaurido é como tentar dar partida em um carro sem motor. A mente, para se proteger da dor de mais uma frustração, desliga.

E, no silêncio desse "coma", surge a dúvida filosófica primordial, aquela que flerta com o niilismo de Cioran: O que somos nós? "Da Janela do Meu Olhar" levanta o questionamento angular: "Fomos jogados no mundo e que se vire, somos um acidente genético talvez? Ou existe de fato essa paternidade de Deus?".

Se somos um acidente, a dor é inútil e o fracasso é apenas estatística. Se existe Paternidade, o silêncio de Deus é pedagógico, mas não deixa de ser doloroso. Talvez a maturidade espiritual — e humana — não esteja em ter certeza de que "tudo vai dar certo", nem em acreditar que "Deus está no comando" para nos isentar de responsabilidade. Talvez a maturidade seja apenas a capacidade de suportar a incerteza, de permanecer na trincheira mesmo estando "em coma", e de fazer o trabalho possível, sem confete, sem aplauso, e muitas vezes, sem fé. Apenas porque é o que resta a ser feito.

E "Da janela do seu olhar?

Como você lida com o silêncio das suas expectativas frustradas? Você consegue identificar onde termina a sua responsabilidade de "semear" e onde começa o acaso (ou a providência)? Ou você também sente que, às vezes, a única forma de continuar caminhando é se permitindo esse estado de "coma" para não sucumbir à dor da realidade?

Até breve...

J.L.I Soáres

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sábado, 13 de maio de 2023

O PODER HUMANO

 RESIDE NA CAPACIDADE DE ACORDAR 

Um breve histórico

Há muito tenho experienciado em consciência, meu despertar para me tornar uma buscadora pela compreensão mais profunda das minha experiências foi em meados de 2019.

Diz - se que o despertar vem, uma hora vem e quer seja por desilusão, ilusão amorosa ou qualquer outro motivo que vivenciemos que se demonstram como desafios, como contrastes que no momento não compreendemos, mas depois cada um a seu tempo, assimilamos e só então compreendemos.

Inicialmente por uma conexão em vídeos coletivos sobre espiritualidade. Lives e mais Lives e eu onipresente. Em busca mais voltada à energias afetivas pela paixão que vivi, totalmente superficial, frágil e fugaz. 

Eu sempre tive experiências espirituais desde tenra idade, sempre vivi em meio à religiosidade, espiritualidade, aprendi sobre a existência de diversas dimensões e esse assunto sempre foi pra mim natural.

Através de visões, sonhos reveladores, voz me alertando ou contando sobre coisas, pessoas ou situações previamente, e até mesmo visualizar o texto na cabeça da pessoa que está se comunicando comigo.

Relatar algumas experiências aqui...

Por saber dessa capacidade já em alguma medida desenvolvida em mim, sempre desejei ser instrumento de boas notícias para as pessoas que a espiritualidade me permitiu que eu visse alguma coisa a seu respeito, aprendi também e graças à minha própria essência, que nem tudo que vejo ou escuto, deve ser entregue, pois algumas vezes a espiritualidade nos ostra tão somente porque está em nossa mão o pedido e orientação divinos, quer seja para livramento, quer seja para direcionamento, pois a pessoa pode não estar preparada para receber, as perdas de conexões e instauração do caos e instabilidade podem ser evitadas com o uso dessa sabedoria.

Quando adolescente tive a visão de um clarão tão forte que quase caí para trás, a visão de leão que se mostrava para mim num momento em que o chão se abria,  tive sonho revelando sobre a ascensão de uma senhora conhecida - nesta experiência eu ouvia a nota de falecimento pela rádio, e no outro dia ouvi de verdade. Aos 17 anos experimentei uma Projeção Astral, o nome eu fui descobrir há pouco tempo nessa jornada de estudos exo/esotéricos e nas ordens iniciáticas. 

Nessa projeção, eu me vi acima do planeta Terra, me vi apreciando, admirando o planeta do espaço, era como se eu estivesse voando, levitando até que uma vó alertou: - Agora você precisa voltar! Eu me fiz de surda, porque a paisagem era linda, a sensação de paz era indescritível, mas novamente a voz alertou - me: - Você precisa voltar! 

E por força que não minha acordei deitada e senti uma fisgada no dedo polegar da mão esquerda. Devo dizer que também consigo visualizar, claro, quando me é permitido, situações/intervenções espirituais no astral. Estas foram as experiências que me lembro nesse momento e as divido com vocês.

Sempre gostei e me conectei com os assuntos ligados aos signos, por revistinhas de papelarias e bancas, comprava semanalmente para acompanhar o horóscopo.

Posteriormente segui minha vida mas já distante dos assuntos espirituais, levei uma vida mais voltada para o âmbito terreno mesmo, somente com orações eventuais, ouso dizer que uma vida mais acidental que consciente, como Mestre Osho diz: O homem acidental e o homem Consciente.

Dentre as muitas experiências que me comprovam ser um espírito vivendo uma experiência humana, estas aqui relatadas ainda virão mais...acompanhem o blog!

Irei compartilhar também os livros que li, as palestras que assisti, todo material que me auxilia no processo de desenvolvimento pessoal e espiritual.


E vocês, quais as experiências espirituais que já viveram?

Quais são as sua capacidades extra humanas que você identifica em seu poder? 

Quais gostaria de desenvolver?

Até breve.

J.L.I Soáres






Propósito

A ESCULTURA DO AFETO

A Lucidez 'Per Via Di Levare' e a Nudez da Essência Vivemos a era do torpor crônico. Na fenomenologia dos encontros contemporâneos, ...