A arte e a sabedoria de SOLTAR: desvendando o fluxo da vida e a alquimia do desapego.
SÊ DESPERTO E EM TUDO DAI GRAÇAS. Em uma jornada que se pretende autêntica, a vida nos convida a um pacto de confiança: intencionar com clareza, fazer o que nos cabe com disciplina e confiar que, se estivermos alinhados com o propósito mais profundo de nossa alma, o que é nosso chegará até nós. Parece simples na teoria, mas na prática, essa dança entre intenção, ação e entrega revela-se o cerne da autotranscedência. É a sabedoria de que não se trata de forçar o rio, mas de se tornar o rio, compreendendo que o universo conspira a favor do fluxo, não do controle
O processo de SOLTAR é, devo confessar, um dos mais desafiadores da jornada humana. Não é breve, não é linear, e a autoconsciência deste tema deve ser onipresente em todas as circunstâncias que experienciamos a cada dia. É a arte de entregar o que, por vezes, nossa mente teima em reter, seja por apego, por medo do desconhecido ou pela ilusão de controle. SOLTAR é a coragem de desamarrar os nós invisíveis que criamos em nossa alma, permitindo que a vida siga seu curso sem a necessidade de nossa constante intervenção ou validação. 'DA JANELA DO MEU OLHAR', é um paradoxo: a força reside na capacidade de ceder, de se render ao fluxo que, em sua sabedoria, sabe o que é melhor para nós, mesmo quando nossa lógica não compreende o percurso.
Ao SOLTAR, descobrimos uma potência que antes parecia inalcançável. Em muitas ocasiões, percebo que nem precisei me movimentar fisicamente para que o resultado se manifestasse. Somente intencionar com o desejo genuíno, com um propósito sincero e puro, foi o suficiente para que o universo, em sua infinita sabedoria, orquestrasse os caminhos. D’us, ou a Consciência Cósmica, é conhecedor do mais oculto em nossa alma; Ele vê as intenções que o homem, em sua condição falível, tenta disfarçar ou esconder. Ao homem é possível o engano, a auto iluminação, a performance, mas não à Consciência Cósmica. Ela, em sua plenitude, compreende a intenção por trás de cada ato, cada desejo, e responde de acordo com a pureza que se manifesta, desvelando a verdade por trás da 'máscara' humana. O SOLTAR aqui é um ato de fé e entrega profunda.
'DA JANELA DO MEU OLHAR', talvez a liberdade se manifeste QUANDO SOLTAMOS o que por muito desejamos, mas que, na verdade, é impulsionado pelo ego, por posses efêmeras e por vãs vaidades. É nesse momento de rendição consciente que a transformação acontece: ao confiarmos que a Consciência Cósmica é o maestro na orquestra da nossa vida, nos tornamos mais livres, mais leves, mais felizes. A máxima:
'DEIXE CHEGAR, DEIXE PARTIR, DEIXE VOLTAR, DEIXE FLUIR'
Torna-se não apenas um mantra, mas uma filosofia de vida. É SOLTAR e entender que D’us, ou a Divindade que cada um acredita, sabe do melhor em nós, e que, portanto, entregará o mais adequado para cada momento em nossa jornada. A sabedoria reside em não tentar controlar o que não nos cabe, mas em confiar no fluxo, mesmo que ele nos leve por caminhos inesperados, ou que nos retire aquilo que, por um momento, acreditávamos ser essencial."
Por vezes, relutamos em abrir mão; SOLTAR nos parece uma perda. Insistimos em manter o que precisava ir, em conquistar o que não era para nós, apenas para provar a nós mesmos, e ao mundo, que conseguimos. A troco de quê? Do tempo, da vida, da alegria de estar e sentir-se livres, sem aprisionamentos. A virtude do desapego é deveras desafiadora de desenvolver, pois confronta nosso ego e nossas expectativas, mas é muito libertadora!
Sofri por não SOLTAR, por tentar manter o que precisava ir e por insistir em conquistar o que não era para mim. Mas quando compreendi o processo e me permiti a entrega, fui muitas e infinitas vezes presenteada pelo Cosmos com valorosas chegadas e, inclusive, partidas. E todas elas enriqueceram e expandiram minha consciência e me mostraram o melhor em mim, tornando-me consciente de quem sou: o melhor processo inacabado de auto lapidação constante, o canal de manifestação das virtudes e sombras do Eu Divino que habita em mim. O esforço é bruto, o processo desgastante e por vezes sofrível, mas quanto mais praticamos o SOLTAR, mais hábeis nos tornamos, e só permanece em nossas vidas as coisas, pessoas e situações que estão para nós assim como estamos para elas, numa troca equilibrada que proporciona o crescimento e o desenvolvimento mútuo. A dor da ânsia do querer e o tédio de conquistar são o preço que se paga quando não se SOLTA.
SÊ DESPERTO E EM TUDO DAI GRAÇAS. A Alquimia da Alma nos convida a intencionar com pureza, fazer o que nos cabe com disciplina e confiar no fluxo, praticando o SOLTAR como um ato de liberdade e fé. A materialização pode acontecer não pela força da vontade, mas pela sintonia com o propósito maior.
E você, 'Da Janela do seu Olhar';
Em que áreas de sua vida você tem encontrado mais dificuldade em SOLTAR?
Qual o preço que você tem pago por não se render ao fluxo e insistir em manter o que precisa partir?
Você tem a coragem de confiar que, ao SOLTAR, a Consciência Cósmica trará o que é mais adequado para o seu propósito d'alma?
Até breve...
J.L.I Soáres
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