O TECELÃO E O FIO DE OURO.
No início de tudo, não houve um estalo de dedos mágico, mas sim um Grande Suspiro. Imagine um Tecelão que não tem mãos, mas tem pensamento.
Ele começou a tecer uma tapeçaria infinita chamada Realidade. O Tecelão não buscava a perfeição estática, porque a perfeição é morta; ela não se move, não muda, não cresce.
Ele buscava a Expressão.
Para que a vida existisse, Ele precisava de algo chamado “entropia”, que nós, aqui embaixo, chamamos de caos, de dívida, de dor, ou de “erro genético”. Havia uma alma, muito parecida com a sua, que estava sentada diante de um pedaço dessa tapeçaria.
Ela olhava para os fios emaranhados da sua própria vida: havia nós apertados (as dívidas que tiravam o sono), amores perdidos, fios desbotados (a saúde que parecia falhar) e partes que pareciam simplesmente um erro de fabricação.
Essa alma olhou para cima e perguntou, com um terço de luz nas mãos: “Tecelão, por que permites o erro?
Eu realmente tenho uma origem? Sou um acidente genético? Por que minha vida parece um tecido rasgado enquanto eu tento ser fiel ao plano?”
O Tecelão, sem parar de tecer, enviou um pensamento que ecoou no peito daquela alma:
Se não houvesse o espaço entre os fios, não haveria o desenho. O que você chama de ‘erro genético’ é, na verdade, a Variabilidade.
Se todos os fios fossem iguais, a tapeçaria seria um pano de chão cinza.
Eu permiti o nó da dor para que você aprendesse a arte de desatar. Eu permiti o vazio financeiro para que você descobrisse que a sua verdadeira abundância não está no que você tem, mas na sua capacidade de Gerar. A ausência de Amor para reconhecer em você sua real capacidade de amar.
A alma retrucou: “Mas dói desatar esses nós. E para quem eu peço ajuda se Tu és o próprio autor do nó?”
E o Tecelão respondeu: “Você não pede ajuda para alguém que está fora da tapeçaria.
Você pede para a força que mantém os fios unidos.
Quando você segura esse terço, você não está pedindo para um Deus distante consertar sua vida como um mecânico conserta um carro.
Você está realinhando a sua própria frequência com a Fonte. Você está dizendo ao universo: ‘Eu reconheço que sou um fio consciente’.
Deus, não é um contador que fica anotando nossas dívidas no cheque especial. Se Deus fosse apenas lógica, seríamos robôs.
Mas Ele é Lógica + Poesia.
A saúde física é o nosso "templo" processando a experiência da Terra. A dor no corpo físico que sentimos agora não é um erro; é o nosso corpo sendo honesto com nós. Ele está dizendo:
"Pare, respire, olhe para dentro".
A doença é, muitas vezes, é o recurso que a alma usa para nos obrigar ao descanso que a nossa mente orgulhosa se recusa a aceitar.
Quando pedimos por saúde física, saúde financeira, amor, estamos pedindo para que o fluxo da vida volte a correr através de nós. Mas para o fluxo correr, a tubulação (que somos nós) precisa estar limpa, sem o medo que entope as saídas.
Não somos um erro genético. Temos uma filiação Divina. Somos uma Complexidade Necessária. Um erro não conseguiria constituir família, construir impérios, escrever livros.
Um erro definitivamente não teria a sensibilidade de segurar um terço e questionar as estrelas.
Deus é a inteligência que faz o antibiótico saber exatamente onde está a bactéria no seu corpo , sem que você precise dar o endereço. Se Ele cuida da química da sua cura no escuro das suas entranhas, por que não cuidaria da química da sua vida?
A prosperidade vem para quem se torna um canalk. E agora, de quê o seu canal precisa?
O seu "fio de ouro" hoje pode ser apenas o repouso.
Permita-se!
Até breve…
J.L.I Soáres
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