QUANDO O HO'OPONOPONO RESOLVE O QUE O EGO NÃO ALCANÇA
Um estudo de caso sobre Física Quântica, Projeção Psicológica e como limpei uma hostilidade gratuita usando apenas a tecnologia do perdão.
Caro leitor;
Existe um ditado popular que diz: "Quando um não quer, dois não brigam". Mas a Mecânica Quântica vai além: "Quando um muda a frequência, o outro é obrigado a recalcular a rota."
Vivi uma experiência no mundo corporativo que desafiou a lógica cartesiana e provou, na prática, que as batalhas mais violentas não são travadas com palavras, mas com vibração.
Eu trabalhava no estande de vendas de uma construtora. O ambiente era competitivo, mas cordial. Exceto por uma variável: "Marina" (nome fictício). Sem qualquer motivo aparente, essa colega nutria uma aversão gratuita por mim. Não era apenas indiferença; era uma hostilidade ativa. Ela cumprimentava a todos pelo nome, sorria, brincava. Quando chegava em mim, o silêncio era sepulcral. Eu era invisível para o ego dela.
Perguntei-me inúmeras vezes: "O que eu fiz? Eu nem faço parte do círculo social dela. Eu não ameacei o território dela. Por que esse ódio?"
Carl Jung, o pai da Psicologia Analítica, nos daria a resposta imediata: Projeção. "Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma compreensão de nós mesmos."
Quando alguém nos odeia "de graça", geralmente estamos personificando algo que essa pessoa rejeita nela mesma (a Sombra) ou algo que ela deseja ter, mas não consegue (a Inveja/Admiração reprimida). Eu era o gatilho da neurose dela.
Mas entender isso intelectualmente não resolve o clima pesado de um plantão de vendas. Eu precisava de uma intervenção. Não uma DR (Discutir a Relação), mas uma intervenção energética.
Na época, eu estudava Mecânica Quântica e os ensinamentos do Professor Hélio Couto sobre limpeza de memórias. Decidi testar a "ferramenta havaiana" de resolução de conflitos: o Ho'oponopono.
Diferente do que muitos pensam, o Ho'oponopono não é um mantra de submissão. Desenvolvido em sua forma moderna por Morrnah Simeona e popularizado pelo Dr. Ihaleakala Hew Len, ele parte da premissa da Autorresponsabilidade Radical.
A lógica é: se essa pessoa está na minha realidade me agredindo (mesmo que com silêncio), existe alguma memória em mim que está ressoando com a memória dela. Eu não limpo o outro; eu limpo a parte de mim que compartilha essa realidade com o outro.
Durante dois dias, no trajeto para o trabalho, entrei em estado meditativo. Não pedi para Deus mudá-la. Não pedi justiça. Fiz algo mais ousado.
Mentalizei o Chakra Cardíaco de Marina. Enviei uma luz rosa (amor incondicional) e, em seguida, uma luz verde (cura). E repeti o mantra, não como uma reza, mas como um comando quântico de limpeza de dados:
"Divino Criador, limpa em mim as memórias reensinadas que compartilho com a Marina que causam essa aversão. Sinto muito. Por favor, me perdoe. Sou grata. Eu te amo."
Eu não estava "passando pano" para a falta de educação dela. Eu estava dissolvendo o nó energético que nos mantinha presas naquele ciclo de ação e reação.
Por que isso funciona? Nikola Tesla, o gênio da eletricidade, disse:
"Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração."
Somos feitos de átomos. Átomos são 99,9% vazio (energia). Quando eu altero a minha frequência através da intenção e do sentimento (o verdadeiro segredo da oração), eu altero o campo eletromagnético ao meu redor.
Na Física Quântica, o Efeito Observador dita que o ato de observar altera o comportamento das partículas. Ao mudar meu "olhar" sobre Marina (deixando de vê-la como inimiga e vendo-a como um ser que precisava de cura), eu obriguei a realidade a se reorganizar. O "emaranhamento quântico" entre nós mudou.
No segundo dia, cheguei ao estande. Marina estava organizando a escala. O clima era o de sempre. Até que, de repente, ela olhou para mim e disse, em alto e bom som:
— "Julie, você pode ver isso aqui?"
O estande parou. Foi uma daquelas cenas de novela onde a música cessa. Todos sabiam que ela nunca me chamava pelo nome, muito menos pelo meu apelido carinhoso, "Julie".
Vi o espanto nos olhos dos colegas. Mas o mais chocante foi ver o espanto nos olhos dela. Ela parecia surpresa com as próprias palavras, como se tivesse sido "hackeada" por uma força maior. O inconsciente dela reagiu à limpeza antes que o ego dela pudesse erguer a barreira. Daquele dia em diante, nunca fomos melhores amigas. Mas o ódio? Evaporou. O cumprimento tornou-se diário. A guerra fria acabou sem que um único tiro verbal fosse disparado.
Recentemente, orientei uma amiga que precisava ter uma conversa difícil com o ex-marido sobre os filhos. A animosidade era a regra.
Disse a ela: "Não vá para a guerra armado apenas com argumentos lógicos. O ego dele vai rebater. Vá armada com energia. Antes da conversa, faça o Ho'oponopono. Visualize-o recebendo a notícia com paz. Limpe em você a raiva que você sente dele."
Dito e feito. A conversa, que tinha tudo para ser um desastre, fluiu como um rio calmo. Ele acolheu, entendeu e concordou.
Muitas vezes, tentamos resolver problemas energéticos com soluções tridimensionais (conversas, brigas, e-mails, processos). É como tentar consertar um software quebrado limpando a tela do computador.
A lição que fica, validada pela minha experiência e pela ciência, é que não precisamos ser reféns do mau humor alheio.
Se você tem uma "Marina" no seu trabalho ou na sua vida, pare de tentar entender "por que" ela não gosta de você. O "porquê" pertence ao ego. Foque no "como" resolver. E a resolução começa dentro.
Limpe a memória. Mude a frequência. E assista, de camarote, o Universo (e a pessoa) se reajustarem à sua nova vibração.
O amor, afinal, não é apenas um sentimento poético. É a força física mais potente da natureza.
Mas a pergunta que não quer calar: O Dilema Ético: Isso foi Manipulação Mental ou Violação do Livre-Arbítrio?
Aqui, o leitor atento (e ético) deve estar se perguntando: "Mas Jú, ao fazer isso, você não invadiu a mente dela? Você não manipulou o livre-arbítrio dela de não gostar de você?"
Essa é a linha tênue que precisamos traçar com clareza cirúrgica.
Se eu tivesse mentalizado: "Marina vai gostar de mim, Marina vai me elogiar, Marina vai fazer o que eu quero", isso seria Magia Simpática (ou manipulação psíquica). Eu estaria tentando impor a minha vontade sobre a vontade dela. Isso gera carma e viola a soberania do outro.
Mas o Ho'oponopono opera na via oposta. Eu não pedi nada para ela. Eu pedi para mim.
O comando foi: "Divino Criador, limpa EM MIM o que está gerando essa situação."
A lógica é a da Ressonância. Para que ela me odiasse, precisava haver um "gancho" em mim (uma memória, uma insegurança, uma vibração) onde o ódio dela pudesse se pendurar. O que eu fiz foi remover o gancho. Sem o gancho, o ódio dela caiu no chão por falta de sustentação.
Eu não tirei o livre-arbítrio dela. Ela continuou livre para me odiar se quisesse. Mas, ao mudar a minha frequência, eu deixei de fornecer o "combustível" para a antipatia dela. Eu limpei a vidraça suja através da qual nos olhávamos. Se ela passou a me ver melhor, não foi porque eu a forcei, mas porque eu parei de projetar a sombra que escurecia a visão dela.
Portanto, limpar a própria energia nunca é manipulação; é higiene relacional.
E, "Da Janela do seu Olhar" caro leitor;
Diante de alguém difícil, você gasta sua energia tentando entender o porquê ou focando em como resolver dentro de si?
Você acredita que tem o poder de mudar a realidade ao seu redor mudando apenas a sua vibração, ou ainda espera que o outro mude primeiro?
Até breve...
J.L.I Soáres
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