domingo, 16 de abril de 2023

FRAGMENTOS DE ALMA

Onde estão? Sabemos onde deixamos? Temos coragem de buscá-los, curar ou reintegrá-los? Quando fazer limpeza de Fragmentos de Alma?

Caríssimo Leitor! Nessa jornada da alma, em meio às vivências e às transições inevitáveis, a alma se fragmenta. Deixamos pedaços de nós em lugares, em pessoas, em situações que, por vezes, finalizamos sem, de fato, nos desconectarmos por completo. Questionamos: onde estão esses fragmentos? Sabemos onde os deixamos, ou a dor da perda os ocultou? E, mais importante, temos a coragem de buscá-los, de curar as feridas que eles carregam ou de reintegrá-los à nossa totalidade?

Você sabia que nem todas as conexões que finalizamos nos desconectam da pessoa ou da situação? O distanciamento pode ocorrer apenas no nível físico, mas, por qualquer razão que seja, permanecemos conectados energeticamente. É o que podemos chamar de um Divórcio Energético que não se concretizou. Para exemplificar, costumo utilizar-me daquela parábola ancestral: a história do padre que, ao atravessar o riacho com seu colega, ajuda uma moça (prostituta). Após a travessia, o colega o critica incessantemente pelo ato, até que o padre, em sua sabedoria, responde: 'Caro amigo, eu a deixei quando finalizamos a travessia, mas você a está trazendo até aqui…'.

É mais ou menos assim que acontece em nossa própria jornada. Finalizamos empregos, amizades, relacionamentos afetivos, mas continuamos conectados. Não nos libertamos de fato, quer seja por mágoas, por saudosismos ou até mesmo quando a decisão de soltar não foi nossa, ou não nos trouxe paz. Às vezes, somos forçados a abrir mão de algo ou alguém, e a energia desse laço permanece, um fragmento de alma que teima em se manter presente, vibrando em nós. Se está desafiador, e percebemos que não há mais retorno na situação, nesses momentos, torna-se imperativo buscar ferramentas de desconexão energética. Isto se faz necessário principalmente quando não conseguimos compreender a razão maior para que a situação acontecesse, quando o sentido da experiência nos escapa.

'DA JANELA DO MEU OLHAR', inicialmente, tendemos a ver as finalizações como perdas irreparáveis, como abismos emocionais. Contudo, em uma virada de perspectiva, a realidade pode nos revelar que esses términos representam a verdadeira libertação. É a Alquimia da Alma em ação, transformando a dor da separação em um portal para a autonomia. Para facilitar essa transmutação, evocar ou observar o Arcano do 'Dependurado' do Tarô pode ser de grande auxílio. 

Ele nos convida a ver a situação sob outro ângulo, a suspender o julgamento, a aceitar a pausa, o sacrifício temporário, para que uma nova perspectiva se revele e, quem sabe, a iluminação chegue. É o momento de desatar os nós energéticos, de cortar os laços invisíveis que ainda nos prendem a um passado que já não existe no plano físico.

A jornada de 'limpeza de fragmentos de alma' é um convite à coragem de olhar para o que foi deixado para trás, não com a intenção de reavivar a dor, mas de integrá-la como aprendizado. É um processo de reconexão com a nossa totalidade, de resgate de energias que, por muito tempo, estiveram dispersas em situações e pessoas.

Então, a pergunta permanece: 

Quando você fará a limpeza desses Fragmentos de Alma que ainda te prendem? 

Quais são os laços invisíveis que ainda te impedem de seguir adiante? 

E quais ferramentas você tem buscado para desatar esses nós e se libertar verdadeiramente?

Até breve....

J.L.I Soáres

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sábado, 15 de abril de 2023

FOGO | PAIXÃO | IMÃ | MAGNETISMO | DESEJO | TENTAÇÃO |TESÃO | VONTADE

O cajado de Hermes, as serpentes, a sintonia, a simbiose a completude pela complementaridade.

Basta olhar e não importam os porquês ou como, o aceno é somente para o SIM, e após o processo de casulo, da espera, o contato físico só faz INFLAMAR.

O Sagrado Feminino em exaltação | Feromônios | Atração.

A potência de Vênus em Áries.

É como conhecer-se há muito e ser apenas um reencontro. 

A beleza dele marca, o perfume dele marca, a postura dele marca. Não há retrocesso depois do encontro, não há como ignorar essa presença enigmática e marcante.


* A PALAVRA É DOMINAÇÃO!


DOMINAÇÃO DAS PRÓPRIAS EMOÇÕES, DOMINAÇÃO DO EGO, DOMINAÇÃO DO PODER PESSOAL E TUDO ISSO ACONTECE DE FORMA SUTIL QUE SOMENTE ENTENDE AQUELE QUE SE ALINHA À NIKOLA TESLA.


P de PAIXÃO • Para existirem as mudanças de vida, para viajar dentro das emoções é preciso ter PAIXÃO.

COMO SERÁ ÚLTIMO, ASSIM O SERÁS ÚNICO.

Até breve Caríssimos

J.L.I. Soáres 

sexta-feira, 24 de março de 2023

QUANDO A SOLITUDE É INTERNALIZADA

 A transição do vazio assustador para a plenitude da própria companhia.

    Caro Leitor;

Existe um abismo semântico e existencial que separa a solidão da solitude. Enquanto a primeira é a dor da ausência do outro, a segunda é a glória da presença de si mesmo. No entanto, o verdadeiro marco de maturidade não ocorre quando se visita a solitude esporadicamente, mas quando ela é internalizada.

    Quando a solitude deixa de ser um estado passageiro e se torna a estrutura óssea da psique, a dinâmica da vida se altera profundamente.

    Ao internalizar a solitude, o indivíduo rompe com a dependência crônica de validação externa. O silêncio, antes temido como um eco de abandono, passa a ser percebido como um espaço fértil de criação e reequilíbrio. Nesse estágio, a busca desesperada por preencher lacunas com ruídos, relacionamentos rasos ou distrações efêmeras cessa. Descobre-se que a própria companhia não é um "plano B" para uma noite de sábado, mas a companhia mais leal e constante que se pode ter.

    O paradoxo da solitude internalizada é que ela não isola; ela qualifica. Quem aprende a ser pleno sozinho, desaprende a aceitar qualquer coisa apenas para não ficar só. As relações deixam de ser pautadas pela Necessidade ("eu preciso de você para não me sentir vazio") e passam a ser pautadas pela Escolha ("eu sou inteiro, mas escolho transbordar com você"). A porta de entrada da vida torna-se mais seletiva. O outro deixa de ser um salvador ou um tapa-buraco e assume seu real papel: um convidado ilustre na casa de alguém que já está feliz habitando a si mesmo.

    Internalizar a solitude é construir um santuário portátil. Não importa o caos externo, as oscilações do mercado ou as decepções mundanas; existe um lugar de paz inabalável para onde se pode voltar a qualquer momento. É a compreensão definitiva de que a felicidade não é algo que se importa de fora para dentro, mas uma substância que se cultiva no solo da própria alma. Quando a solitude é internalizada, o medo de perder o outro desaparece, pois se sabe que a única pessoa que não se pode perder, jamais, é a si mesmo. A Paz deve ser Inegociável

Em seus momentos de silêncio, você sente o desespero de quem foi abandonado ou a paz de quem finalmente se encontrou? A sua casa interna é um lugar onde você gosta de estar?

Até breve...

J.L.I Soáres

domingo, 5 de março de 2023

QUANDO A INTELIGÊNCIA VIRA ESCUDO:

O PERIGO DO "ESCORREGÃO ERUDITO"

Há uma ironia fina na jornada do autoconhecimento. Acreditamos que quanto mais livros lemos, mais cursos fazemos e mais conceitos espirituais dominamos, mais livres seremos. Mas, da janela do meu olhar, percebi que o excesso de conhecimento pode se tornar uma armadilha dourada.

Muitas vezes, a erudição sem honestidade radical não liberta. Ela apenas cria grilhões mais sofisticados.


Observei que o intelecto afiado é um excelente advogado de defesa para o nosso ego. Quando não queremos enfrentar uma mudança dolorosa ou assumir uma responsabilidade chata, nossa mente usa todo o seu repertório culto para construir um álibi perfeito. Em vez de admitirmos "estou com medo", dizemos que "estamos respeitando nosso tempo de maturação kármica". Em vez de dizermos "sou preguiçoso", dizemos que "estamos praticando o Wu Wei e a não-ação". É o que chamo de escorregão erudito. Usamos a verdade para mentir para nós mesmos. Construímos teses brilhantes apenas para justificar nossa estagnação.


Nesse cenário, surge o "falso profeta". Não é alguém lá fora gritando na praça, mas uma voz interna que se veste de sabedoria. Essa voz nos valida, nos conforta e nos diz que somos evoluídos demais para lidar com os problemas mundanos. A sedução dessa voz é perigosa porque ela imita a linguagem da luz, mas sua função é nos manter na sombra do conforto. Ela nos oferece respostas prontas para nos poupar da angústia da dúvida. E a verdadeira evolução, infelizmente, só acontece no desconforto da incerteza.


A grande virada acontece quando decidimos usar todo esse conhecimento acumulado como Espelho, e não como Escudo. O Escudo serve para nos defender da realidade, para rebater críticas e para nos esconder atrás de teorias. O Espelho, por outro lado, serve para nos mostrar exatamente quem somos, com todas as nossas rugas morais e incoerências. Saber muito não serve de nada se esse saber não descer da cabeça para o coração.

No fim das contas, somos apenas eternos aprendizes nesse teatro da existência. E talvez a maior sabedoria seja olhar para essas nossas desculpas elaboradas, rir da nossa própria astúcia em fugir da raia e, com bom humor, voltar a subir a escada da vida. Com menos teorias e mais pés no chão.

Você tem usado o seu conhecimento para se transformar de verdade ou apenas para criar explicações mais bonitas para continuar sendo exatamente quem você sempre foi?


Até breve...

J.L.I Soáres

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

VIRADA CONSCIENTE E O PODER DOS ARQUÉTIPOS

 Quando deixamos de ser reféns da personalidade e escolhemos a roupa da nossa alma.

    Durante muito tempo, acreditei que "eu era assim e ponto final". Tímida em certas ocasiões, insegura em outras, refém de uma personalidade que parecia ter sido moldada pelo acaso. Até que, da janela do meu olhar, descobri a chave mestra da psique humana: Os Arquétipos.

    Carl Jung nos ensinou que arquétipos são imagens primordiais, padrões universais de comportamento que habitam o inconsciente coletivo. Mas a teoria, por si só, não muda vidas. O que muda é a Ativação Consciente.

    Decidi fazer um experimento prático. Em vez de apenas admirar certas figuras de poder, sabedoria e estratégia, resolvi "vestir" esses arquétipos. Não como uma fantasia de carnaval, mas como um software mental. Escolhi símbolos que traziam a energia que me faltava: a altivez da governante, a astúcia da estrategista, a frieza analítica da sábia. Comecei a meditar nessas imagens, a estudar suas características e, principalmente, a agir como se eu já fosse elas.

O resultado? A realidade ao meu redor começou a se reordenar.

    Foi no campo profissional que a mágica aconteceu de forma mais tangível. Ao ativar esses arquétipos, minha postura física mudou. Minha voz ganhou um tom diferente. A insegurança deu lugar a uma autoconfiança que eu nem sabia que tinha. E o mundo externo reagiu a isso: clientes passaram a me tratar com mais deferência, oportunidades que antes pareciam inalcançáveis começaram a surgir e negociações fluíram com uma autoridade natural.

    Não foi mágica; foi ressonância. Quando você vibra na frequência de um Arquétipo de Poder, você para de exalar a energia da dúvida. As pessoas não leem o seu currículo primeiro; elas leem a sua energia. E ao assimilar essas características, eu deixei de ser uma coadjuvante da minha carreira para assumir o trono da minha própria jornada.

A Escolha é Sua

    Os arquétipos estão aí, disponíveis na "nuvem" do inconsciente coletivo. O Herói, o Governante, o Sábio, o Criador. A grande virada consciente acontece quando paramos de operar no modo "padrão de fábrica" e escolhemos, intencionalmente, qual força queremos manifestar. Você não precisa nascer pronta; você pode se construir.

Se você pudesse fazer o download de uma nova característica hoje, coragem, sabedoria, sedução ou liderança —, qual Arquétipo você ativaria para mudar a sua realidade?

Até breve...

J.L.I Soáres

sábado, 7 de janeiro de 2023

DE LANTERNAS QUEBRADAS MAS SENHORES DO DESTINO ALHEIO

  Inúmeras vezes nos vemos a questionar o quão importante somos nesta nossa existência, buscamos sentido para a vida, justificativa para o sofrimento, reconhecimento pelas conquistas, aplicação das virtudes, e tentando compreender o "grande propósito". Nos entendemos Senhores do Destino alheio sem ao menos sabermos o nosso; por vezes, queremos ser a luz na jornada do outro, enquanto a própria lanterna está quebrada e projetamos nosso viver como se tivéssemos "a missão", ou nos tornássemos avatares tal qual os que já fizeram história na humanidade. 

    Ahhhh... quanta pretensão, quão falíveis com nossos próximos e até a nós mesmos que, de tão preocupados com o burilamento do outro, esquecemos o bruto da gema em nós que estamos para lapidar.

    Contudo, da janela do meu olhar, proponho um armistício com esse nosso passado "pretensioso". Não devemos julgar nossas versões antigas com a régua da nossa consciência atual. Se, em algum momento da estrada, acreditamos piamente nessa ilusão, se entregamos nosso tempo a uma causa, a um amor ou a uma verdade que hoje parece equivocada, é preciso reconhecer: 

Naquele instante, aquilo nos tirou da inércia.

    A vida não nos entrega o mapa completo de uma vez. Ela nos dá pistas. Muitas vezes, o "Norte" não é o destino final, mas apenas a direção necessária para darmos o próximo passo. Aquele emprego que hoje não faz mais sentido? Ele foi Norte quando você precisava aprender disciplina. Aquele relacionamento que acabou? Ele foi Norte quando você precisava descobrir o que não queria. Aquela crença que hoje parece pequena? Ela foi Norte quando sua alma precisava de um abrigo contra o medo.

    Julgar o passado como "tempo perdido" é uma injustiça com quem fomos. Se um dia fez sentido, se fez seu coração vibrar, se te fez levantar da cama e agir, então cumpriu seu papel sagrado: foi Movimento.

    O erro faz parte da lapidação da gema bruta. A pretensão de "salvar o outro" talvez fosse a única forma que o seu ego tinha, naquela época, de começar a entender o amor. Portanto, não rasgue as páginas antigas da sua biografia. Olhe para trás não com vergonha, mas com a reverência de quem entende que cada desvio, cada engano e cada certeza provisória foram as setas que te trouxeram exatamente até aqui, ao ponto de maturidade onde você finalmente descobre que a única lanterna que precisa consertar é a sua.

    O Norte muda, e está tudo bem. O importante é que, enquanto ele apontava para lá, você teve a coragem de caminhar.

Que escolha do seu passado você tem julgado como erro, mas que, se olhar com carinho, perceberá que foi o único Norte possível para a consciência que você tinha na época?

    


sábado, 19 de novembro de 2022

O GRITO SILENCIOSO

NA ERA DOS 

Elos em Petrificação

No abismo da alma, onde a sombra faz rave,
A “essência Divina” virou clichê, tipo troféu de alma elevada, promessa vazia de mentoria ascensionada!
O homem? Pretenso iluminado,
Arrasta-se em mutirão, igual zumbi alienado.

Amar? Amor? Pra quê? Porquê?
É sabido que é possível, não estou interessada,
Agora eu domino a minha emoção, o resto é mi-mi-mi!
E a alma em overdose de filtros, se contorce silenciada.

Corpo sem coração, olhar de tela plana, vaga nas redes, tipo alma cigana.
O império digital e seus reinados, se não concorda, Te cancelo! Se engana!
Pra Empatia, sem tempo! Inexiste no feed, não tem sugestão.
Aos Reis de súditos Follow sim, Follow não, a coroa da solidão!
 
Em ritmo alucinado, segue anestesiada a humanidade nos labirintos da negação,
Qual animal ao abatedouro, a caminhar em procissão. Mas e o Amor?
Ahhh…Falou o “emocionado”! FRAQUEZA!
Ele que definhe no canto, de sublime, o meu ego, ele que é Santo!

Ignorar o elo humano, isso sim é evolução!
E assim, selamos nosso destino sombrio,
Com pose de sábios a perguntar:

"Quem roubou a luz da alma? Quem apagou o pavio?"
E sem resposta seguimos a perscrutar no vazio…
Ou nos rendemos ao que nos torna humanos, ou morremos congelados em um espírito frio.
                                                                                                              (.J.L.I Soáres)


Reflexão: 

Se os versos que acabaste de ler ressoaram em sua alma, é porque a 'petrificação' dos elos é uma realidade para muitos, um grito silencioso na era da conexão digital. Este poema nasceu da observação crua sobre a complexidade das relações 'líquidas' e a busca, por vezes dolorosa, de um 'amor' que se perde na superficialidade.

Para aprofundar essa reflexão e compreender a jornada que nos leva a esse 'desespero contido', convido você a explorar o texto que inspirou esses versos:

'POR UM MOMENTO EU ME FIZ - Um mar aberto para te encontrar: O Amor é Líquido mesmo... A Felicidade enquanto 'Dure a bateria''. Nele, desvendamos as armadilhas dos 'relacionamentos de bolso' e a coragem de mergulhar no próprio oceano interior em busca de laços mais genuínos. ['POR UM MOMENTO EU ME FIZ...']


Até breve...

J.L.I Soáres



Propósito

A Ordem Simbólica e a Fenomenologia da Conduta:

A Tradição como Continente do Sagrado CONTEXTUALIZAÇÃO Durante o curso de pós-graduação em Ciências da Religião, a disciplina de Sociologi...