sábado, 5 de abril de 2025

ENTREGO MEU ESPÍRITO A TI, AINDA QUE EU NÃO TENHA IDÉIA DO QUE ISSO QUER DIZER

O grito de quem diz: 

"Eu não entendo o mistério, mas eu confio nele porque não aguento mais segurar esse peso sozinha."

    Repetimos frases sagradas no piloto automático. "Seja feita a vossa vontade", "Entrego, confio, aceito e agradeço". Mas, da janela do meu olhar, pergunto-me: quantas vezes paramos para sentir o peso tectônico dessas palavras?

    Dizer "Entrego meu espírito a Ti" é, talvez, o ato mais radical que um ser humano pode cometer. Porque entregar não é emprestar. Não é consignar. Entregar é abrir mão da posse. É soltar o volante em uma estrada de curvas sinuosas, confiando que uma inteligência invisível, que sequer conseguimos definir com precisão, assumirá a direção.

E aí reside a beleza aterrorizante dessa frase: "...ainda que eu não tenha ideia do que isso quer dizer."

Fomos ensinados a buscar certezas. Queremos o mapa, o GPS, a garantia de chegada e o seguro-viagem. Mas o Sagrado não trabalha com apólices de seguro; Ele trabalha com Salto de Fé. Quando digo que não tenho ideia do que significa essa entrega, estou admitindo a minha pequenez diante do Universo.


    O ego odeia não saber. O ego quer definições: "Quem é esse 'Ti'? O que Ele vai fazer com meu espírito? Vai doer? Vai demorar?". Mas a alma... ah, a alma suspira aliviada na ignorância. Para a alma, não saber o que essa entrega significa é a libertação final. Significa que eu não preciso mais carregar o mundo nas costas. Significa que eu posso parar de tentar ser o Deus da minha própria vida — um cargo para o qual, convenhamos, nunca fui qualificada.

É assumir que a minha lógica cartesiana falhou.

É assumir que o meu controle era apenas uma ilusão de ótica.

É admitir que, talvez, o que eu chamo de "perda" seja, na visão Dele, um livramento.

    Essa oração é o antídoto para a ansiedade moderna. É o momento em que a mente exausta se cala e diz: "Eu não sei o que vem depois, eu não sei nem quem Você é na totalidade, mas eu sei que não posso mais ficar onde estou. Então, toma. É Teu."

    E nesse "não saber", paradoxalmente, encontramos a única paz possível: a paz de quem finalmente aceitou ser apenas humano.

Você tem tentado negociar com o Divino, impondo condições para a sua fé, ou tem a coragem de fazer uma entrega cega, sem garantias de retorno, apenas pela liberdade de soltar o controle?


Até Breve...

J.L.I Soáres

sexta-feira, 28 de março de 2025

RECALCULANDO A ROTA

 O Propósito Não é um Contrato Vitalício, é um Organismo Vivo

    Crescemos sob a tirania do "Grande Propósito". A sociedade nos vende a ideia de que a vocação é um contrato assinado aos dezoito anos, válido até o último suspiro, sem cláusula de rescisão. Mas a experiência humana, ah, essa teimosa!, nos revela uma verdade mais orgânica: o propósito não é uma estátua de pedra. Ele respira, amadurece e, muitas vezes, muda de endereço sem aviso prévio.

    "Da janela do meu olhar", confesso: sou uma pessoa "deliciosamente confusa". A minha própria biografia é um mapa cheio de rasuras. Comecei no Direito ("É isso!"), flertei com a Gastronomia (mas desisti pelos sábados ocupados), formei-me advogada e, com a carteira da OAB na mão, lá estava eu sentada nas cadeiras de Nutrição, tentando entender processos biológicos. Tive até um delírio de tentar Medicina, rapidamente curado quando meu intelecto de humanas pediu socorro.

Indecisão? Não. Expansão.

    Aprendi muito sobre essa fluidez observando meu filho. Em uma única semana, ele transitou entre ser dentista e skatista (o que achávamos genial, pois uma profissão consertaria os estragos da outra!). Ele quis ser cientista (analisamos pelos de cachorro no microscópio), quis ser músico, quis ser diplomata. E em cada fase, nós alimentamos essa curiosidade. Hoje, ele cursa Ciências da Computação, buscando uma profissão que "fale o mínimo possível com pessoas", o oposto da diplomacia! 

    Foi tempo perdido? Jamais. Como dizia minha mãe: "Nosso cérebro é um campo fértil". Tudo o que ele aprendeu compõe quem ele é hoje. A vocação não é uma linha reta; é uma colcha de retalhos.

    Vi essa mesma coragem em uma taróloga brilhante que acompanho. Ela largou uma carreira sólida no Marketing para viver na Índia, imersa nos ensinamentos de Osho. Voltou, tornou-se uma referência no Tarot e no Reiki. Parecia o "destino final". Mas a vida, em sua sabedoria mutável, a surpreendeu novamente: recentemente, ela voltou ao mundo corporativo.

    Ela falhou? Regrediu? Pelo contrário. Ela apenas obedeceu ao fluxo da vida. O propósito de servir e aprender continua o mesmo; apenas o cenário mudou.

    Precisamos normalizar a coragem de Recalcular a Rota. Não há vergonha em mudar de ideia, de carreira ou de sonho. O "lugar de paz" de hoje pode não ser o de amanhã, e está tudo bem. A única missão verdadeiramente inegável e vitalícia não é ser advogado, médico ou guru espiritual. A única missão é Viver,  com autenticidade, consciência e a liberdade de ser quem a gente é agora. É a nossa única missão perene...

Você está insistindo em um caminho apenas porque já investiu tempo demais nele, ou tem a coragem de admitir que a sua bússola interna já mudou de direção? Qual rota você precisa recalcular hoje?

Até breve...

J.L.I Soáres

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

CIÊNCIA DE CONSCIÊNCIA

QUANDO O SILÊNCIO TAMBÉM SENTE

Existe uma hierarquia invisível e injusta na forma como nós, humanos, medimos a importância dos animais. No topo, colocamos cães e gatos, pois eles dominam a nossa linguagem de afeto: o toque, o som, o olhar pidão. Abaixo deles, jogamos todo o resto, assumindo que criaturas menores ou aquáticas são apenas autômatos biológicos, desprovidos de alma ou consciência.

Da janela do meu olhar, essa certeza científica ruiu recentemente diante de um pequeno ser de nadadeiras coloridas: o Domingos, meu peixe Beta.

Trouxe o Domingos para casa crente de que seria uma relação unilateral. Tive cães a vida toda, conheço o peso de um corpo quente no sofá e a festa de um rabo abanando. Do Domingos, eu esperava apenas a estética do movimento na água. Achei que ele seria um pet de "paisagem", sem vínculo, sem troca, sem reconhecimento.

Eu estava redondamente enganada.

A senciência animal: a capacidade de sentir, perceber e ter consciência do entorno, não é um privilégio dos mamíferos. Domingos me ensinou que a interação acontece em graus e linguagens diferentes. Ele me reconhece. Não é uma projeção minha; é um fato. Quando entro na sala, ele muda o nado. Quando me sento no sofá, ele se desloca para o canto do aquário que fica mais próximo de mim e ali permanece, suspenso na água, apenas me observando.

Os céticos dirão, com seus jalecos de razão, que isso é puro condicionamento pavloviano. Dirão que ele não gosta de mim, mas apenas associa minha imagem à oferta de alimento. É uma explicação válida e biologicamente correta. Contudo, ela não explica tudo.

Ela não explica por que, mesmo alimentado e saciado, ele continua ali. Não explica a tranquilidade com que ele navega quando estou por perto, em contraste com a agitação diante de estranhos. Se a consciência é a capacidade de interagir com a realidade, Domingos é plenamente consciente. A diferença é que o afeto dele não é tátil, é presencial.

Precisamos expandir nossa compreensão sobre o que é "estar junto". O cachorro interage invadindo o espaço; o peixe interage compartilhando o silêncio. Ambos são seres sencientes, captando vibrações, intenções e rotinas.

Talvez a grande lição que o Domingos me traga, flutuando em seu pequeno universo particular, é que a vida pulsa em todas as formas. E que a conexão entre dois seres vivos não depende de latidos ou abraços, mas da simples e poderosa capacidade de reconhecer que o outro existe e que é seguro estar ao seu lado.

Consciência, afinal, não é exclusividade de quem tem cordas vocais.

Você já teve algum animal de estimação 'pouco convencional', um peixe, uma ave, um réptil, que te surpreendeu ao demonstrar uma personalidade ou conexão que você julgava impossível?

Até breve...

J.L.I Soáres

sábado, 8 de fevereiro de 2025

PERDER O MEDO POTENCIALIZA A QUEDA OU EQUILIBRA O PASSO!

    Existe um momento silencioso e aterrorizante na biografia de toda alma: o instante em que olhamos para baixo e não vemos mais o chão. As redes de segurança se romperam, as garantias evaporaram e o cenário, antes familiar, tornou-se um abismo.

    Muitos chamam isso de "fundo do poço". Da janela do meu olhar, prefiro chamar de Ponto Zero da Liberdade.

    É curioso como o medo opera. Enquanto temos algo a perder um status, um relacionamento morno, uma imagem social, caminhamos trêmulos, agarrados ao corrimão da conveniência. O medo de cair nos paralisa. Mas o que acontece quando já estamos em queda livre? Ou quando percebemos que o "pior" já aconteceu?

Nesse exato milissegundo, ocorre um fenômeno psíquico fascinante: A perda do medo.

    E é aqui que mora o perigo e a glória. Sem o peso do medo na mochila, ficamos leves. E essa leveza nos impõe uma escolha binária e definitiva:

1. Potencializar a Queda: Podemos usar essa ausência de medo para nos entregarmos à destruição total, ao niilismo, deixando que a gravidade nos esmague contra a realidade. É o abandono de si mesmo.

2. Equilibrar o Passo: Ou podemos usar essa mesma leveza para nos tornarmos equilibristas. Observe o funâmbulo: ele só cai se o medo enrijecer seus músculos. Se ele não teme a altura, ele dança sobre o fio. Quando entendemos que não há mais nada a perder, ganhamos uma coragem inabalável para ousar. Para escrever o livro que estava na gaveta, para dizer o "não" que estava na garganta, para ser quem realmente somos, sem as máscaras da conveniência.

    O abismo, caríssimo leitor, não serve apenas para nos engolir. Ele serve para testar se temos asas. Perder o medo é tirar a trava de segurança da existência. Se isso vai te fazer despencar ou voar, depende apenas da direção do seu olhar: para a escuridão lá embaixo ou para o horizonte à frente?

Às vezes, a única saída é para cima.

E você? Diante dos seus abismos pessoais, o medo tem sido sua âncora ou você já descobriu a liberdade de quem não tem mais nada a perder?

Até breve...

J.L.I Soáres

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

QUANDO A FÉ É BENGALA E NÃO BÚSSOLA:

  PODEMOS NOS ESCONDER MAS CONTINUAREMOS PERDIDOS

    Caro Leitor, você conhece a linha tênue, quase invisível, que separa a religiosidade saudável da fuga da realidade? 

    Muitas vezes, enchemos a boca para dizer que temos muita fé, mas, da janela do meu olhar, o que vejo não é uma busca por Deus, é uma busca por anestesia.

    Transformamos a espiritualidade em um esconderijo sofisticado. É mais fácil dizer "foi Deus quem quis" do que admitir "eu não tive coragem de fazer diferente". É mais confortável orar pedindo livramento do que levantar e sair da situação que nos aprisiona.

    Nesse cenário, a fé deixa de ser uma Bússola, aquele instrumento magnífico que aponta o Norte, mas exige que você mova as pernas para chegar lá, e torna-se uma Bengala.

    A bengala serve para apoiar o peso que não suportamos carregar. Ela é útil na convalescença, sim. O problema é quando decidimos viver mancos emocionalmente porque a bengala é confortável. Usamos dogmas, rituais e frases feitas como muletas para não enfrentar nossos abismos. É a Bengala e o Alibi Divino.

"Deus proverá" vira desculpa para a inércia profissional
"Orai pelos que vos perseguem" vira justificativa para aceitar abusos e não impor limites.

    Escondemo-nos atrás do altar, acreditando que a "proteção divina" é uma redoma de vidro que nos isenta da vida real. Mas a verdade é implacável: podemos nos esconder atrás de bíblias, terços ou mantras, mas se não encararmos nossas sombras, continuaremos perdidos dentro da própria casa.

    A fé madura, por outro lado, é Bússola. A bússola não caminha por você. Ela não aplana a montanha, nem seca o pântano. Ela apenas diz: "O sentido é por ali". O resto, o suor, a escalada, o medo e a superação, é com você. Quem usa a fé como bússola não pede para que a tempestade pare; pede sabedoria para navegar o barco. Não usa Deus como escudo para se esconder do mundo, mas como mapa para desbravá-lo.

    A espiritualidade real não serve para nos tirar da realidade, mas para nos dar lucidez dentro dela. Enquanto usarmos o sagrado como bengala para nossa vitimização, continuaremos estagnados no mesmo lugar, apenas recitando orações diferentes. É hora de largar o apoio, olhar para a bússola e, finalmente, dar o primeiro passo. 

Caríssimo leitor;

Agora olhe para a sua vida hoje: a sua fé tem servido para te manter confortável onde você está (bengala) ou tem te desafiado a ir para lugares onde você nunca foi (bússola)?

Até breve...

J.L.I Soáres

LEIA TAMBÉM 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

SINCRONICIDADE JUNGUIANA E DECRETO INCONSCIENTE

Sincronicidade Junguiana e o Decreto Inconsciente: O "Laboratório" Antes da Conquista

Carl Jung dizia que "até que você torne o inconsciente consciente, ele dirigirá a sua vida e você o chamará de destino". Mas há momentos em que o inconsciente não apenas dirige; ele decreta. Ele grita. E o universo, operando por meio daquilo que chamamos de Sincronicidade, trata de arranjar os móveis da realidade para que o cenário combine com o decreto.

No texto anterior, relatei o momento de fúria e promessa na Avenida Paulista, quando, diante da injustiça, decretei que aquele território seria meu. O que eu não sabia, "Da janela do meu olhar", é que entre o decreto e a materialização existe um tempo de preparo. Existe o que chamo hoje de "O Laboratório".

Logo após sair daquele ambiente tóxico onde tentaram me sabotar, a vida não me entregou imediatamente a minha empresa pronta. Ela me entregou uma oportunidade disfarçada de acaso.

Fui atender um cliente. A princípio, parecia apenas mais um atendimento rotineiro. Mas, na dança das coincidências significativas, aquela pessoa não era apenas um cliente interessado em imóveis; ele era proprietário de uma imobiliária que estava, por assim dizer, estagnada. Ele tinha a estrutura, mas precisava de alguém com a tração, a visão e a fome de fazer o negócio andar.

Foi ali que a sincronicidade operou. Eu precisava aprender a ser "dona" antes de ter o meu nome no contrato social. Eu precisava errar com o CNPJ alheio (com responsabilidade, claro, mas sem o risco mortal do empreendedor iniciante) para acertar no meu.

Aquele período foi o meu MBA prático. Foi o meu laboratório. Assumi a frente daquela empresa como se fosse minha, aprendendo as dores da gestão, as nuances da burocracia e a solidão da liderança. O universo, em sua sabedoria pedagógica, disse: 

"Você quer a Paulista? Ótimo. Mas antes, treine aqui. Afie suas garras neste simulador de voo antes de pegar o caça de verdade."

"Da janela do meu olhar", percebo hoje que nada foi aleatório. Se eu tivesse aberto minha empresa no dia seguinte ao meu grito de raiva, talvez tivesse falhado por inexperiência. Aquele cliente surgiu não apenas para me dar um emprego, mas para me dar a chave do aprendizado.

Um tempo depois, quando finalmente inaugurei a minha própria imobiliária na Paulista, eu não era mais apenas uma corretora com raiva; eu era uma gestora testada em laboratório. O decreto inconsciente se cumpriu, mas não no meu tempo cronológico (Chronos), e sim no tempo oportuno (Kairos).

A vida, às vezes, não nos nega o pedido. Ela apenas nos manda para o estágio obrigatório antes da posse.

E "Da janela do seu olhar?"

Você consegue identificar, em sua trajetória, momentos que pareciam apenas "trabalho duro", mas que, na verdade, eram "laboratórios" te preparando para algo maior? 

Você já percebeu como a vida, às vezes, usa pessoas inesperadas (como um cliente) para serem os mentores do seu próximo passo?

Até breve...

J.L.I Soáres

LEIA TAMBÉM

ENTREGO MEU ESPÍRITO A TI


sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

A GAZELA, OS LOBOS E A CHUVA DE DOIS REAIS

Quando a Inocência é a Pior Ameaça

Existe um arquétipo perigoso no mundo corporativo, especialmente no universo canibal das vendas: a "Gazela Feliz". Eu já vesti essa pele. É aquela pessoa que transita pelos corredores com uma leveza que irrita, uma ingenuidade que parece burrice aos olhos dos predadores, mas que, no fundo, é apenas uma desconexão com a malícia alheia.

Recordo-me de um lançamento imobiliário específico. O ambiente era denso, o ar pesava nos pulmões. Eu caminhava pelo estande sorrindo, trabalhando, enquanto sentia olhares atravessados queimando minhas costas. Havia um burburinho, uma suposição coletiva de que eu estava sendo "beneficiada", de que eu era a protegida, a carta marcada do baralho.

Mal sabiam eles a ironia crua da realidade. Enquanto me imaginavam nadando em privilégios, eu voltava para casa debaixo de chuva e frio, com exatos dois reais no bolso. Sem dinheiro para o Uber, sem dinheiro para o metrô, apenas com a dignidade molhada e a alma cansada.

O que eu não enxergava, porque a gazela não entende a lógica do lobo, é que eu estava sendo preparada como um bode expiatório. Havia uma trama, um jogo de xadrez viciado sendo orquestrado por gestores e colegas, e eu era a peça sacrificável, o rosto bonito para encobrir a sujeira dos bastidores.

Mas, "Da janela do meu olhar", aprendi que quando a lógica humana falha e a justiça dos homens parece cega, resta apelar para a Lei Maior.

Sentindo o peso daquela energia, busquei refúgio no único lugar que me restava: a fé. Entrei em uma paróquia, dobrei os joelhos e pedi clareza. E a resposta veio de forma inusitada, quase transgressora para a dogmática tradicional. Recebi uma instrução, uma intuição fulminante para realizar um ato simbólico, uma "oferenda" de entrega, algo que desafiava a razão, mas acalmava o espírito.

Não questionei. Fiz.

O que aconteceu na sequência não foi obra minha, nem de estratégia humana. Foi a física da verdade agindo sobre a pressão da mentira. Na mesma semana, a trama explodiu. O que estava escondido sob o tapete foi escancarado. Houve escândalo, houve correria para colocar "panos quentes", e as máscaras de quem realmente estava operando a maldade caíram no chão, com estrondo.

Eu, a suposta beneficiada de dois reais, assisti a tudo intacta. Aprendi ali que, às vezes, a inocência, quando guiada por uma intuição afiada, é o escudo mais perigoso que existe. Os lobos se devoraram sozinhos, engasgados com a própria ganância. E a gazela? Bem, a gazela continuou caminhando, ainda na chuva, mas agora sabendo que, mesmo sem dinheiro no bolso, andava com a guarda-costas mais cara do mundo: a Consciência Limpa.

E "Da janela do seu olhar?"

Você já sentiu que estava sendo mal interpretado ou invejado justamente no momento em que estava mais vulnerável? 

Já teve a experiência de ver uma situação injusta se resolver "sozinha" após uma entrega espiritual genuína? 

Às vezes, o melhor ataque é, de fato, entregar para quem pode mais.

Até breve...

J.L.I Soáres

LEIA MAIS

NA ARIDEZ DA ESPIRITUALIDADE

Propósito

A Jornada Intransferível:

Finitude, soberania e o custo de existir para os outros 'Não pauto minha jornada para que seja palatável aos outros, mas minimamente s...