segunda-feira, 28 de outubro de 2024

OS ESFORÇOS INÚTEIS POR RESISTIR AO FLUXO

 A arte de perder a guerra contra a realidade para, finalmente, ganhar a paz.


    Fomos educados na "Cultura da Luta". Desde cedo, ouvimos que a vida é uma batalha, que devemos "matar um leão por dia", que desistir é para os fracos e que a persistência tudo vence. Criamos uma musculatura egóica rígida, prontos para dobrar o destino à força, como se a vida fosse um ferro passível de ser moldado apenas pela nossa teimosia.

    Mas, da janela do meu olhar, começo a perceber a exaustão silenciosa que essa postura nos causa. Há uma diferença brutal entre Persistência (manter-se firme em um propósito) e Resistência (lutar contra a natureza das coisas).

A Barragem de Areia

Resistir ao fluxo é como tentar conter um rio com as próprias mãos. Gastamos uma energia vital preciosa construindo diques, levantando muros, gritando contra a correnteza, tentando impedir que as coisas mudem, acabem ou se transformem.

Resistimos ao fim de um relacionamento que já morreu.
Resistimos à mudança de carreira que a alma pede.
Resistimos ao envelhecimento, à perda, ao imprevisível.

    E o que ganhamos com esses esforços hercúleos? Apenas o cansaço. A realidade é soberana. O fluxo da vida é, por definição, mais forte do que a nossa vontade individual. Lutar contra o que É, é a fórmula matemática para o sofrimento. O esforço se torna inútil não porque somos fracos, mas porque a direção que estamos forçando não é a direção para onde a vida quer nos levar.

    A Sabedoria da Folha na Água

Observe a natureza. Uma pedra rígida no meio do rio sofre o impacto constante da água, desgasta-se, quebra. Já uma folha, ao cair na mesma água, não oferece resistência. Ela se entrega. Ela usa a força da correnteza para viajar. Ela chega ao oceano muito antes da pedra, e inteira.

    Aceitar o fluxo não é passividade; é inteligência estratégica. É olhar para uma situação imutável e dizer: "Ok, a correnteza está indo para lá. Não vou nadar contra. Vou boiar e usar essa força para me levar a um novo lugar, mesmo que não seja o lugar que eu planejei inicialmente."

    O maior obstáculo para soltar o fluxo é a nossa arrogância. O Ego adora o drama do "eu tentei de tudo". O Ego quer ser o herói mártir que morreu lutando. Mas a Alma... a Alma quer apenas a leveza de ser. Quando paramos de resistir, acontece um milagre: a tensão nos ombros desaparece. A ansiedade de controlar o incontrolável se dissolve. Descobrimos que não precisamos remar o tempo todo; às vezes, a vida tem seu próprio motor.

    Deixar fluir é um ato de fé. É confiar que, se a porta se fechou, não adianta esmurrá-la. É confiar que, se o rio fez uma curva, a paisagem nova também terá sua beleza.

Analise as suas maiores exaustões hoje: elas vêm do trabalho de construir algo novo ou do esforço inútil de tentar segurar algo que já quer ir embora? Você está remando ou apenas se debatendo?

Até breve...

J.L.I Soáres

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

OS CONHECIDOS DA VIDA PROFISSIONAL - A Anatomia da Ingratidão e a Ironia do Destino

Quando a Esperteza Engole o Próprio Rabo

Caro Leitor;

"Da janela do meu olhar", tenho observado que a linha entre a ingenuidade e a intuição é tênue, quase invisível. Muitas vezes, o que chamamos de "surpresa" diante da traição alheia nada mais é do que a nossa recusa em aceitar o óbvio: o ser humano, em sua sombra, é previsivelmente egoísta.

Já escrevi aqui anteriormente sobre a transição perigosa "Da Individuação ao Individualismo", onde exploro como a busca pelo "eu" se torna, muitas vezes, apenas uma desculpa para passar por cima do "outro". Hoje, trago essa teoria para o chão frio da realidade, para o asfalto da Avenida Paulista e para os bastidores do mercado imobiliário, onde o caráter, ou a falta dele, se revela na disputa por uma comissão.

Recordo-me de uma experiência que foi uma verdadeira aula sobre o silêncio. Havia um corretor novo na imobiliária, recém-chegado. Na época, eu precisava de parceria operacional, não tinha carro para os deslocamentos de captação, e ele precisava do know-how. Parecia a troca justa. Passei minhas "dicas de ouro", entreguei estratégias que levei tempo para construir.

A regra era clara: parceria se registra. Mas ele, em sua "esperteza" silenciosa, omitiu meu nome. Registrou tudo como se fosse fruto exclusivo de seu esforço solitário. E eu? Eu calei.

Admito, meu ego gritou. O ego quer o crédito, quer o tapinha nas costas, quer o reconhecimento da autoria. Mas há uma sabedoria mística em apenas observar. Aprendi que, 

"enquanto observas, permite deixar as pessoas serem quem elas são"

Não briguei, não cobrei. Apenas assisti, arquivando aquela informação na pasta "não confie" do meu inconsciente.

Mas a cereja do bolo da natureza humana veio em outra ocasião, em uma outra empresa onde eu era a "onipresente". Dedicada, sedenta por aprender. Indiquei uma pessoa para trabalhar conosco. Erro clássico: a gente abre a porta e, às vezes, quem entra a tranca por dentro.

Essa pessoa criou um laço íntimo com o gestor (o broker). Uma "amizade" de conveniência. E eis que surge uma cliente, uma figura conhecida, de alto padrão. A cliente era minha indicação direta, estava sob meu atendimento. Mas, numa manobra de bastidor, o gestor passou a cliente para essa minha "amiga".

Quando questionei, recebi a desculpa burocrática: "Ah, estava na planilha, você não estava mexendo...". Mentira. Era a preferência pessoal atropelando a ética profissional. Eu olhei nos olhos dele e disse apenas: "Tudo bem. Mas toma cuidado, porque outra pessoa pode não entender o seu movimento como eu estou entendendo."

E foi aí que a "Mão de Deus", ou a justiça poética, se preferirem, entrou em cena. A ganância cega.

Eles estavam tão focados em me excluir da jogada, tão focados em fazer o negócio entre "amigos", que o gestor cometeu a burrice do século: convenceu a cliente a alugar primeiro, para "experimentar", em vez de comprar.

O resultado? Trocaram uma comissão gorda de venda de alto padrão por uma migalha de aluguel. A cliente nunca comprou. A "esperteza" deles custou o banquete. Eu perdi a venda, é verdade, mas eles perderam a dignidade e o dinheiro. Ali, vi o plantio e a colheita em tempo real.

Naquele dia, subi a Rua Brigadeiro Luís Antônio chorando, triste. O sentimento de injustiça queimava. Parei, olhei para a imensidão da Avenida Paulista em direção à Consolação, enxuguei as lágrimas e, num misto de ódio e promessa, profetizei para mim mesma: "Um dia, a Paulista vai ser toda minha. Eu vou mandar nessa p***."*

Foi um desabafo? Foi. Mas o universo não entende ironia, ele entende comando. No ano seguinte, abri minha própria imobiliária, ali mesmo, na Paulista.

Hoje, continuo observando. Fechei-me um pouco em copas, é verdade. A confiança agora é artigo de luxo, e meu portfólio na avenida mais famosa da cidade é a prova de que, embora a gente sangre no caminho, a gente conquista o território.

Eles ficaram com as migalhas da própria traição. Eu fiquei com a vista "Da janela do meu olhar".

E "Da janela do seu olhar?"

Você já teve que assistir, em silêncio, a "esperteza" de alguém engolir o próprio sucesso? 

Como você lida com a ingratidão profissional: você cobra o reconhecimento ou senta na calçada para ver o karma passar?

Até breve...

J.L.I Soáres

LEIA TAMBÉM

ENQUANTO OBSERVAS DÁS A CHANCE DE AS PESSOAS SEREM QUEM SÃO

DA INDIVIDUAÇÃO AO INDIVIDUALISMO

terça-feira, 15 de outubro de 2024

INSANO ARBÍTRIO A MORRER COM O PIOR VENENO!


Soneto  da IN-Sanidade

O Amor, das doenças o mais destruidor;

Sem remédio ou dose exata, o sentir que mata,

Aos poucos, por querer sem ter ou tendo a prata,

A cada nó que desata, noutro laço há doce sabor.

 

E no silêncio, a baixar o índice glicêmico,

A cada entrega, um fugaz viver, um amputar,

De partes de nós, eterno e intenso experimentar;

O amargo do doce, na bebida de arsênico.


Sentir cruel, tirano na dor, a cor da ida,

Mas sem ele, o existir não é pleno,

Sanidade? Segundo plano, meia vida.

 

Mas ao menor aceno, o vício, o desejo, Benzeno,

Pela louca ânsia, na busca do melhor da vida:

Insano arbítrio a morrer com o pior veneno!


Até Breve...

J.L.I Soáres


LEIA TAMBÉM:

ESSÊNCIA EMOCIONAL

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

NÃO CULPE A NOITE PELA BELEZA DAS ESTRELAS

Por que perdemos grandes verdades apenas porque não gostamos de quem as diz?

Existe um boicote silencioso que fazemos contra a nossa própria expansão de consciência. É uma armadilha sutil do ego que nos convence de que só podemos aprender com quem admiramos, com quem concordamos ou com quem "vai com a nossa cara".

Chamamos isso de coerência, mas muitas vezes é apenas teimosia.

Quantas vezes você já tapou os ouvidos para uma verdade transformadora simplesmente porque a embalagem não lhe agradava? Quantas vezes descartou um conhecimento vital porque a fonte colidia com as suas crenças ou porque o portador da mensagem não era o "santo" que você idealizava?

Imagine alguém que professa um ódio mortal pela noite. Talvez tenha medo do escuro, talvez não goste do frio ou simplesmente prefira a segurança da luz solar. Por causa dessa aversão, essa pessoa decide fechar as cortinas assim que o sol se põe.

O problema é que, ao fechar a janela para a noite, ela também fecha a janela para as estrelas.

Lá fora, o firmamento está oferecendo um banquete. Há constelações contando histórias milenares, planetas dançando em órbitas perfeitas e uma galáxia inteira brilhando como um rio de diamantes. Mas o nosso observador, preso ao seu preconceito contra a escuridão, perde o espetáculo. Ele se recusa a ver a beleza do brilho só porque não gosta do palco escuro onde ele se apresenta.

Fazemos exatamente isso na vida prática. Deixamos de ouvir uma reflexão pertinente só porque veio de um político de quem discordamos. Ignoramos uma estratégia inteligente só porque foi dita por um colega de trabalho arrogante. Mudamos de canal no meio de uma notícia crucial só porque não suportamos a voz do apresentador. Separemos a letra da melodia!

Isso é infantilidade intelectual.

A sabedoria real exige a capacidade de separar a mensagem do mensageiro. Exige a humildade de garimpar ouro na lama e de reconhecer que uma flor pode, sim, nascer no asfalto. A verdade é um valor em si mesma e ela não perde a validade só porque saiu de uma boca que não beijamos.

O convite de hoje é para que você abra as cortinas. Você não precisa amar a noite, não precisa gostar do frio e nem convidar a escuridão para entrar na sua casa. Mas não cometa a tolice de perder o brilho das estrelas só por birra com o céu.

Qual foi a última vez que você aprendeu algo valioso com alguém que você detesta? Se a resposta for 'nunca', talvez você esteja fechando as cortinas para muitas estrelas.


Até Breve.

J.L.I Soáres

LEIA TAMBÉM 

FÉ: Bengala ou Bússola?

A Máscaras que Revelam e as que Escondem

domingo, 8 de setembro de 2024

QUANDO DECIDI DESCONFIAR, TIVE MILHARES DE RAZÕES PARA ACREDITAR

Caro leitor; 

Existe um cansaço sagrado que poucos admitem: a exaustão de tentar manter a fé de pé na base da força bruta. Durante anos, segurei o céu com as mãos, repetindo mantras, fazendo rituais e negociando com o Divino, com medo de que, se eu soltasse, Deus deixaria de existir ou de olhar por mim.

Até que, um dia, os braços cansaram. Em um ato de honestidade brutal, ou talvez de rebeldia espiritual, decidi soltar. Olhei para o teto (ou para o céu vazio) e pensei: "Se existe algo aí em cima, a partir de agora é por conta própria. Eu me demito do cargo de fiscal da providência. Eu me permito duvidar."

Foi nesse momento, quando flertei com o abismo do ceticismo, que a grande ironia cósmica aconteceu.

Parece que o Universo (ou Deus, ou a Consciência Maior) tem um senso de humor peculiar. No instante em que parei de gritar minhas preces e me calei na minha desconfiança, comecei a ouvir. É como se, ao retirar a tensão da "obrigação de crer", eu tivesse finalmente aberto a porta para o "Flow". De repente, sem que eu pedisse, as respostas começaram a cair no meu colo. As sincronicidades ficaram tão óbvias que parecia que uma Mente Superior estava fazendo de propósito, piscando para mim e dizendo: "Achou que estava sozinha só porque parou de falar comigo, é?"

É...O Universo Adora um Desafio

Ao soltar o controle, saí da frequência da Ansiedade (que bloqueia) e entrei na frequência da Receptividade (que permite). A dúvida, paradoxalmente, foi o canal mais limpo que já tive com o sagrado.

As Três Estações da Consciência

Da janela do meu olhar, entendi que transitei por três estágios distintos, e é fundamental diferenciá-los para não confundirmos liberdade com vazio:

  1. O Ateísmo (A Negação): É o estágio do "não". É quando olhamos para a dor do mundo ou para o nosso próprio silêncio e concluímos racionalmente que estamos sós na imensidão. É uma fase válida, pois quebra as ilusões infantis de um "Deus Papai Noel". Eu passei por aqui quando soltei a corda.

  2. A Fé (A Esperança): É o estágio onde a maioria vive. É acreditar sem ver. É segurar-se no dogma ou na promessa de um livro sagrado. É bonito, mas muitas vezes é frágil, pois depende de esforço constante para não desmoronar diante da realidade.

  3. O Gnosticismo (O Conhecimento/Experiência): É aqui que a mágica acontece. O termo "Gnose" vem de conhecimento. O gnóstico não "tem fé" de que o fogo queima; ele sabe porque já colocou a mão. Quando decidi desconfiar e o Universo me respondeu com fatos, eu saí do campo da Fé e entrei no campo da Gnose. Eu não preciso mais fazer força para acreditar em uma Inteligência Superior, porque eu a vi atuar nos detalhes. Eu não creio; eu sei.

Decidir desconfiar foi a minha maior prova de fé. Foi o momento em que disse: "Se Você é real, Você se sustenta sem a minha ajuda". E Ele se sustentou. Hoje, tenho milhares de razões para acreditar, não porque li em algum lugar, mas porque, ao me permitir o vazio, fui preenchida por uma presença que dispensa apresentações.

Às vezes, é preciso virar ateu por um fim de semana para descobrir, na segunda-feira, que Deus estava apenas esperando você calar a boca para te dar bom dia.

A sua fé hoje é baseada no medo de não acreditar (dogma) ou na certeza tranquila de quem já sentiu a resposta na própria pele (experiência)? Você tem coragem de soltar para ver se Deus fica?

Até Breve...

J.L.I Soáres

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

Nada é mais atraente do que a AUTOSSUFICIÊNCIA!

REDEFININDO A ROTA, FIRMANDO O CAMINHO

Quando você se dá conta do núcleo e as crenças em que fora educado, fica ululante os motivo pelos quais vivera determinadas experiências na vida.

Estarmos atentos nem sempre nos é possível, o chamado "DESPERTAR" nem sempre é tão rápido ou fácil como gostaríamos, inclusive, às vezes diante de determinadas situações estamos despertos, mas nem sempre, fato é que aprendemos a caminhar caminhando.

E no ínterim, entre viver e aprender nas experiências, tudo se torna mais nítido, e todos os desafios que passamos se tornam motivos de gratidão e não mais de desculpas por termos compreendido aquela situação sob um viés negativo.

A VERDADEIRA SENSATEZ reside DA JANELA DO MEU OLHAR, em termos calma e resiliência para continuarmos com o desejo genuíno pelo autodesenvolvimento enquanto caminhamos, e em NÃO CONFUNDIRMOS RESILIÊNCIA COM TEIMOSIA. E para tanto, é preciso desenvolver o autoconhecimento e não apenas ser perspicaz ao identificar ao que no machuca, fere e abala nosso ímpeto pela vida, mas há o CLAMOR ALMÁTICO em DEIXAR para trás, REDEFINIR A ROTA E PERSISTIR NA CAMINHADA, uma vez que esta, é inevitável, NÃO HÁ NEGOCIAÇÃO QUANDO À CONDIÇÃO DE EXISTIR, E A ESCOLHA ENTRE EXISTIR E VIVER É INDIVIDUAL.

Aspectos que enxergamos em nós que em alguma medida nos limitam, é o desafio necessário para aquele DESEJO, META, PLANO. OBJETIVO que queremos alcançar, ENTÃO ACOVARDAR-SE é DESISTIR EM BOA PARTE DE SI MESMO, de SUPERAR-SE, DE CRESCER.

USAR esse aspecto limitador ou chamada CRENÇA DISFUNCIONAL, como forma de COMBUSTÍVEL REDIRECIONANDO SE NECESSÁRIO A ROTA, MAS PERMANECER NO CAMINHO É A MAIOR VITÓRIA. 

DESISTIR DE USAR UM MÉTODO OU INSTRUMENTO, SOLDADO OU REDEFINIR O TERRITÓRIO A SER CONQUISTADO NÃO TORNA O IMPERADOR DERROTADO, APENAS MOSTRA SUA CAPACIDADE DE ESTRATÉGIA E ADAPTABILIDADE.

SEJAMOS MAIS BAMBUS E NÃO CARVALHO.

Descobri em mim muitas CRENÇAS DISFUNCIONAIS ao longo desse processo que chamamos DESPERTAR. Depois de reconhecer, busquei formas de trabalhá-las, transmutar e transformar em aliadas para meu crescimento pessoal, a educação subserviente, obediente e recatada me ajudaram e muito nas minhas relações até aqui, mas parte dessa forma de agir cristalizada já foi transformada e desapego e paixão pela liberdade. 

Duas potências de forças que lutavam internamente em mim, deixando-me volúvel, frágil e confusa, e em muito, em razão de não reconhecer, internalizar e trabalhá-las, impingi muitos desafios ao longo da minha jornada em minhas experiências.

Ao perceber ser EU O ARQUITETO do meu destino, e reconhecendo as fraquezas que me limitam, debrucei-me sore elas para extrair o que de melhor podem contribuir para meu desenvolvimento.

A AFIRMAÇÃO DE HOJE NÃO É A MESMA AMANHÃ, E MUDAR FAZ PARTE. É MUITAS VEZES SENSATO.

Autossuficiência - Seja uma Rocha firme e forte, cultivando tuas forças internas. 

Redirecione tuas energias acaso as disperse em algum momento. 

Não se negligencie jamais, seja gentil consigo primeiro.

Medite e Reflita sempre! A mente que medita se torna mais resiliente e forte.

Mantenha um diário para tuas emoções e experiências. 

Nada é mais atraente do que a AUTOSSUFICIÊNCIA!

Controle as tuas emoções - Tristeza, raiva, frustração, não as suprima mas reconheça a emoção, pergunte se ajuda ou não sentir essa emoção. Reflita se vale a pena! 

MEDITAÇÃO DOS MALES - Foque no que está no teu controle, teu próprio bem estar é uma opção.

Toda emoção é SEMPRE temporária!

Aceite a Corrente - Não melhora as emoções mas você consegue transitar melhor nelas.

Desenvolva uma mente mais forte! Fortaleça teu caráter neste ínterim! Ajuste tuas expectativas!

VISUALIZAÇÃO NEGATIVA - Não se apegue!

TUDO ESTÁ NADA É.

 J.L.I Soáres













quarta-feira, 21 de agosto de 2024

ETERNOS BUSCADORES E AS MISCELÂNIAS

DA JORNADA D'ALMA

Caro leitor;

conforme ajustei no post anterior, a partir deste, darei início aos textos mais completos partilhando as minhas percepções a respeito das minhas experiências ao longo dos meus 4.3 (quarenta e três anos) de idade.

Começando portanto, pelo item:

• ESPIRITUALIDADE - Sem pretensão de exaurir...tampouco seria capaz, mas "DA JANELA DO MEU OLHAR" superficialmente alguns pontos....para cmeçar.

Muito embora eu tenha conseguido descortinar um pouco do véu que escondia minhas verdades, não somos Seres completos, não chegamos e tampouco nos retiramos desse plano dessa maneira, mas aos que buscam algumas respostas conseguem ao longo do processo tornar-se mais lapidados em sua pedra bruta para uma versão mais elevada.

Por que "Elevada"....

Porque de acordo com os meus estudos dentro de algumas raízes religiosas e filosofias espiritualistas, todas à sua maneira explicam para a existência humana uma única razão: Nos assemelharmos à D'us. Na Cabala pela árvore da vida, (hieróglifo da doutrina Judaica) descemos as Sephirot de Kéter à Malkut para retomarmos a jornada pelos 22 caminhos resgatando através das experiências as virtudes Divinas, tiram-se dali outras teorias e ensinamentos (Espada Flamejante, Caminho da serpente, kundalini...) mas isso é outro assunto.., e como eu gosto de afirmar, no início dos aprofundamentos dos meus estudos ligados à espiritualidade em várias vertentes, minha intuição diante do questionamento do por quê tantas religiões, filosofias e etc e tals...respondeu-me e até de uma maneira lúdica percebi, não sei se pelo questionamento em si, a tenra idade (já disse à vocês que minha conexão e consciência espiritual vem de muito cedo) ou a compleição física...rsrsrs, sei que muito amorosa respondeu-me: As religiões, as filosofias ou entendimentos sobre espiritualidade são como as cores do arco - íris, e cada Ser se conecta com a cor que ela melhor se identificar no momento de vida dele.

E essa é a explicação que eu uso sempre que falo a respeito de espiritualidade. Interessante é que a última parte eu fui compreender somente mais tarde, vivenciando, e inclusive recentemente tive uma conversa a respeito da "miscelânea", pois é, como falar sobre isso me coloca no "MEU LUGAR DE PAZ", acabo por falar sobre as várias vertentes que já tive contato e as pessoas costumam achar que é uma confusão, mas talvez por eu não abrir qual é de fato a linha de entendimento que ora está firmada em mim e eu sigo, mas não, não é mistura ou bagunça, e eu irei explicar por quê e tenho certeza que assim como eu consegui, você também meu caro e inteligentíssimo leitor irá entender!

PREMISSA Nº 1 - É necessário termos contato sobre as várias doutrinas e ensinamentos sobre o que quer seja o conteúdo que estejamos estudando, eu por exemplo em minha vida acadêmica em direito, nutrição peguei duas referências sempre, mas para cada matéria em direito, estudava, lia no mínimo três doutrinadores, em matéria penal relacionada ao tema contagem da pena por exemplo, estudava a visão de um doutrinador que exercia a função de juiz, outro advogado, e um promotor de justiça, estes eram os três pensamentos iniciais para se entender um mínimo sobre determinado tema (ao menos eu faço assim), pois somente tendo estes parâmetros básicos e os demais que acabamos buscando pois quanto mais estudamos mais buscamos, somente assim teremos capacidade de tecermos nosso próprio pensamento a respeito daquele tema. Portanto, nos estudos sobre espiritualidade ou qualquer outro não deveria ser diferente.

Deste modo, começamos em determinado momento da nossa jornada ávidos pela busca de conhecimento com sede de respostas para as nossas maiores questões vivenciadas ou não, mas as perguntas existenciais e quando a ciência não trás todas as respostas partimos para as demais fontes, no caso caímos, mergulhamos nas teorias, filosofias, religiões, ou linhas de entendimento sobre espiritualidade e de acordo com o grau de consciência (não me refiro à evolução espiritual), vamos nos conectando com determinados temas, creio que por isso existe o "NÃO JULGUEIS", pois vamos mudando e não poderemos afirmar, ao menos os prudentes, que jamais ou nunca iremos gostar ou não de algo. 

Portanto, já estudei um pouco sobre espiritualidade em variadas linhas de entendimento e cada uma delas foi muito útil, de grande valia para formar o que hoje pouco posso afirmar entendida sobre o assunto, e é esta a razão que passa a impressão de que "NOSSA QUE SALADA DE FRUTAS"!!!!

Mas caríssimo leitor, não significa que estudemos tudo ao mesmo tempo, não, em cada momento na vida por alguma razão nos conectamos com alguma teoria específica ou ensinamento e que por algum tempo (ou sempre) fará parte da nossa evolução e quando nos sentimos saciados, e não é exaurir, "DA JANELA DO MEU OLHAR", é quando nosso espírito já se alimentou o suficiente daquele conteúdo, intuitivamente somos direcionados para outro, e em algum momento, sossegados e alimentados, sabedores dos gostos de algumas frutas, adquirimos a capacidade de discernirmos a quantidade que dela é válida nos alimentarmos ou descartá-la da dieta, ou você caro leitor conhece ou saboreou todos as frutas existentes no mundo? 

Por outro lado, ao firmar as tuas verdades através dos estudos que entendeu válidos, irás seguir um caminho, e não me refiro à Religião, seita, Doutrina ou filosofia...mas os ensinamentos lapidam nosso caráter (fora outros fatores), nossa fé e modo de viver. Inclusive quando me perguntam se tenho religião eu respondo: Tenho sim, fazer o bem. Já me intitulei espiritualista livre mas olha só ...mudei....enfim.

Da mesma forma tornar - se especialista ou seguidor de alguma linha de entendimento não te cercea a possibilidade de seguir buscando conhecimento noutras fontes pois uma é COMPLEMENTO da outra, todas de alguma maneira se conectam, faça a análise do já sabes a respeito destes temas e honestamente diga para si mesmo se extraiu de uma única fonte, um único livro ou um único artigo, nem nossa persona construímos assim!

RELIGARE * Este é o ponto crucial, qualquer que seja a linha de estudos que você opte em determinado momento da vida este te levará à apenas um lugar: NOS RELIGAR À CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL, lembrando e resgatando as virtudes inatas à sua condição humana que nos tornarão a chamada "Imagem e semelhança", mas "DA JANELA DO MEU OLHAR" não como o livro mais metafísico da terra define, mas à tua versão humana mais nobre, e cada Ser que adentre nesta busca não seja o Eterno buscador, mas também Fazedor, contribuindo de alguma maneira para despertar os que dormem, e não sob coerção, mas sim pelo exemplo, o primeiro trabalho sempre será em nós mesmos (Vide os 12 Trabalhos de Hércules) reconhecendo, aceitando e trabalhando suas sombras e destacando em si, atuando em sua virtude mais aflorada, ou capacidades meta humanas desenvolvidas, pois é assim que nos auxiliamos. Eu amo escrever, falar, sou amorosa e meiga (em essência) e através destas virtudes busco uma maneira de auxiliar a sua jornada, não sei se é exatamente por aqui, mas de alguma maneira irei através do melhor em mim que as coisas, pessoas e situações despertam quer seja pelo amor ou pela dor, através dos meus estudos e buscas, aplicado ao dia a dia, na minha profissão, conexões e forma de me expressar e agir quem sabe auxilio alguém no caminho.

NÃO É SOBRE QUERER ACORDAR QUEM DORME, MAS SEGUIR A JORNADA COM A LAMPARINA INTERNA ACESA E CADA SER EM SEU MOMENTO QUE É PARTICULAR PARA CADA UM IRÁ DESPERTAR. SOMENTE FAÇAMOS A  NOSSA PARTE.

Por isso, gosto sempre de lembrar a mim mesma de que não julgar o outro é importante, pois não sei o que está passando para tomar determinadas decisões ou agir de determinada forma, se conectar com determinadas doutrinas e ainda que, "DA JANELA DO MEU OLHAR" eu entenda que esteja se amarrando a um dogma, ou castrando a sua essência, um dia eu também estive ali talvez..., somente com essa visão mais terna com empatia afloramos em nós o Amor ao outro, porque compreendemos isso. Certo dia meu coach de golf disse: Admiro sua maestria em pisar em ovos Julie, eu sorri e por incrível que pareça, ele vivenciou quase que minutos depois a situação que estava a tecer julgamentos a respeito, mas não sou nenhuma Madre Tereza, nem quero ser pois algumas coisas materiais que densificam minha energia me atraem muito e eu gosto...rsrsrs.

Estávamos voltando de um treino e ele muito embora japonês, deduzimos ser um povo calmo, estava irritado com uma motorista à frente que estava dando seta para entrar à direita mas não se mexia (o transito estava parado), ele dispensou algumas palavras não muito singelas inclusive jugando a questão por gênero e pediu meu aval, eu o respondi que não poderia tecer comentários pois não sabia o que a estava mantendo inerte muito embora demonstrasse pela seta a intenção de mudar de direção, fato é que ele fez o comentário sobre meu "jeito de pisar em ovos", logo em seguida ele se viu dando seta, neste caso, para a esquerda, mas haviam carros que não o deixavam entrar, eu sagaz e prefiro perder o amigo mas não a piada o lembrei da situação recentemente vivida: Olha Sr. R*** interessante, pode ser que o motorista atrás deva estar falando o mesmo que o Sr. falou para aquela Sra...enfim por isso "NÃO JULGUEIS". Ele concordou com o meu ponto de vista, sorriu e seguimos quando o caminho foi aberto.

Caro leitor, teci alguns comentários a respeito de como "DA JANELA DO MEU OLHAR" eu vejo a questão sobre a busca pelo conhecimento no âmbito da espiritualidade, à medida que eu for escrevendo as experiências as minhas opiniões serão pautadas principalmente nestes parâmetros, não são a regra, mas hoje é sob estas bases que estão firmadas as interpretações das minhas experiências.


A sua busca também é composta por várias frutas na cesta?

Em que medida julgastes a busca do seu semelhante e nesse nobre ato de "observar", comparou com o quanto já sabes do o outro tem buscado?

Se és um buscador, o que já aplicas na vida e para a vida do que já assimilou e internalizou?

Até Breve...

 J.L.I Soáres
 
LEIA TAMBÉM:



Propósito

A Jornada Intransferível:

Finitude, soberania e o custo de existir para os outros 'Não pauto minha jornada para que seja palatável aos outros, mas minimamente s...